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Análise GP da Bélgica de F1 – Temporada 2016, Corrida 14

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Era sabido que, cedo ou tarde, Hamilton seria obrigado a trocar alguns componentes do seu propulsor e, para cada componente trocado, há uma punição aonde o piloto perde 5 posições na largada. Malandramente, a Mercedes inocente se aproveitou de um circuito com bons pontos de ultrapassagem e grande chance de bandeira amarela para trocar não apenas um, mas doze componentes do motor de Hamilton, resultando em uma punição com a perda de 60 posições na largada. Como o grid tem apenas 22 lugares, Hamilton largou em 21°, à frente de Alonso, que trocou ainda mais componentes em seu carro.

Quem tinha motivos para sorrir era Rosberg. Bastava fazer o dever de casa, garantir a vitória e torcer para Hamilton não chegar entre os seis primeiros, dessa forma a liderança do campeonato trocaria de mão. Na prática, Rosberg venceu, mas Hamilton abusou da sorte e garantiu um terceiro lugar, mantendo-se na liderança do campeonato. O segundo lugar ficou nas mãos do sorridente Ricciardo, que escapou da confusão na primeira curva e pilotou de forma competente para se manter à frente de Hamilton. Verstappen, seu companheiro, se envolveu em uma confusão com as duas Ferrari na primeira curva e em outras confusões ao longo da corrida, e chegou apenas em 11°.

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Hulkenberg chegou em 4°, seguido por Perez, e ambos mostraram quão boa a Force India pode ser em circuitos de alta velocidade. Há uma expectativa muito boa para a equipe em Monza, e quem sabe não pinta uma pole da equipe indiana por lá? O 6° lugar foi conquistado por Vettel, que colidiu com Raikkonen logo na primeira curva e teve dificuldades para escalar o pelotão ao longo da corrida. Quem teve ainda mais dificuldades foi Raikkonen, que terminou apenas em 9° e protagonizou um duelo cruel com Verstappen, com direito a xingamentos no rádio por parte do homem de gelo.

Alonso usou de sua genialidade para terminar a prova em 7°, confirmando a evolução gradual da McLaren na temporada. Já Button não teve a mesma sorte, e abandonou logo no início da prova após ser atingido por Wehrlein. O 8° lugar ficou com Bottas, enquanto Massa chegou apenas em 10°, e ambos foram ultrapassados aos montes durante a prova, um reflexo do momento ruim da Williams. Gutierrez e Grosjean ficaram em 12° e 13°, sem brilho.

Kvyat continua sofrendo com seu rebaixamento para a STR, e terminou a prova em 14°, tendo mais sorte que seu companheiro Sainz, que abandonou na segunda volta com um pneu traseiro furado que acabou estourando e destruindo tanto a suspensão quanto a asa traseira de seu carro. Em 15° veio Palmer, com uma apática Renault. Seu companheiro, Magnussen, sofreu um forte acidente na Eau Rouge e causou a bandeira vermelha que ajudou Hamilton.

Ocon, estreante na MRT no lugar de Haryanto, chegou em 16°, uma posição à frente de Nasr, com a Sauber. Seus companheiros, Wehrlein e Ericsson, respectivamente, não passaram das primeiras voltas.

Conforme prometido em nossa primeira edição, segue a atualização do EST (Expectativa de Sucesso na Temporada).

Mercedes: EST 10 de 10 (+ 0,0)
RBR: EST 9,4 de 10 (+ 0,1)
Ferrari: EST 8,3 de 10 (- 0,3)
Force India: EST 6,3 de 10 (+ 0,3)
Williams: EST 5,9 de 10 (+ 0,0)
McLaren: EST 5,5 de 10 (+ 0,2)
STR: EST 4,6 de 10 (- 0,5)
Haas: EST 1,7 de 10 (+ 0,0)
Renault: EST 0,4 de 10 (- 0,2)
Sauber: EST 0,1 de 10 (- 0,2)
MRT: EST 0,1 de 10 (- 0,2)

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