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FCA acusada de manipular emissões de gases

A agência governamental norte-americana responsável pela proteção do ambiente (EPA) emitiu um comunicado no qual acusa a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) de utilizar um software de manipulação de emissões de NOx no motor 3.0 V6 Diesel instalado em 104 mil carros.

O motor, de origem VM Motori, encontra-se instalado nos modelos Jeep Grand Cherokee e a picape Ram 1500, além de outros modelos, como o Maserati Ghibli e Quattroporte.

Segundo a EPA, foram detectados pelo menos oito dispositivos de controle de emissões não certificados pela agência, o que implica a violação da lei ambiental daquele país (Clean Air Act).

“Enganar na declaração de software que afeta as emissões de um motor de um carro é uma violação grave da lei, que pode resultar em poluição perigosa no ar que respiramos”, adiantou Cynthia Giles, assistente administrativa da EPA.

Para o momento, os modelos envolvidos não serão obrigados a fazer um recall, uma vez que a investigação ainda não foi concluída. Caso a FCA venha a ser condenada, a pena poderá superar os 41 mil euros por carro.

O diretor executivo (CEO) da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, já reagiu à polêmica e garantiu que a marca não cometeu qualquer ilegalidade. “Não fizemos nada de ilegal. Nunca houve intenção de enganar os testes de emissões. Tudo isto é um absurdo”, disse Sergio Marchionne.

Esta notícia surge um dia depois de mais um acordo entre a Volkswagen e as autoridades norteamericanas para o pagamento de uma multa avaliada em 4,3 mil milhões de dólares na sequência da fraude das emissões, conhecida como “Dieselgate”.

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