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Técnicas para vender mais

Foto: Divulgação

Na semana que passou participei de evento interessante oferecido pela concessionária Tietê, para apresentar aos clientes a nova linha de caminhões extra-pesado MAN TGX, que conta com cavalos mecânicos 28.440 6×2, 29.440 6×4 e 33.440 6×4, destinados a aplicações rodoviárias.

Um belo veículo, com muita eletrônica embarcada e diferentemente da maioria dos modelos extra-pesados, atende à legislação Euro 5 com tecnologia EGR (recirculação dos gases de exaustão), que dispensa o uso do Arla 32. Apesar de ser considerado mais sensível à presença de enxofre, o sistema EGR sozinho consegue atender às normas.

Vale lembrar que os veículos Euro 6, comercializados na Europa, utilizam uma combinação de EGR co SCR (redução catalítica seletiva, com uso do Arla 32), porém, por lá, não existe diesel com 1800 PPM de enxofre, tal como aqui. A aposta da MAN é arriscada e vai precisar de muita interação com os clientes para evitar problemas irreparáveis.

O evento contou com tudo o que o transportador gosta: ambiente familiar, diversão, comida e bebida a vontade, e a oportunidade de acelerar o novo caminhão em pista preparada, no Sambódromo de São Paulo. Este teste drive foi o suficiente para mostrar que a estreia da MAN no Brasil é para trazer tecnologia ao setor. Com cambio automatizado, qualquer pessoa com um pouco de noção de espaço consegue dirigir o TGX.

E assim a Tietê se diferencia no mercado, em relação os demais concessionários da marca. Com um atendimento diferenciado, especialmente criado para mostrar ao cliente o quanto ele é especial para a empresa. E é justamente isso que o aftermarket automotivo precisa criar, para sobreviver em meio a tantas opções que existem no mercado.

 

O aftermarket precisa encantar o cliente. É difícil, eu sei, pois quem vai à oficina é porque está com um problema, desiludido, e às vezes, até mesmo com raiva. Ouvir o que ele tem a dizer é a primeira forma de conquistá-lo. A segunda, é dizer que tudo tem solução, não importa o que seja (mesmo que ela seja difícil e dispendiosa).

 

Neste momento é preciso desarmá-lo, pois está muito preocupado com o valor do orçamento. Nem sempre o valor justo para a oficina é assim para o cliente. Todos sabemos que há carros que não valem o esforço, e quem os possui, muitas vezes desconhecem o tamanho do problema.

 

Nestes casos, não tenha receio de recusar o cliente. Mas, Alexandre, recusar cliente? Sim, por que não? Em um carro que você sabe que vai gastar muitas horas de trabalho para trocar uma peça de baixo valor agregado, e não vai conseguir cobrar o preço justo da sua mão de obra, só porque o cliente pensa: ‘a peça custa tão pouquinho, por que uma mão de obra tão cara?’, é melhor nem entrar no mérito.

 

Esta semana mesmo presenciei um caso assim em uma oficina. O cliente chegou com um Chrysler Stratus, daqueles, para fazer alinhamento e balanceamento. Quando recebeu o orçamento, saiu berrando que na loja de uma grande rede de pneus o serviço custava a metade do preço e que aquilo era um absurdo! O que fazer? Deixar ir embora, pois não é possível rebaixar o valor do seu conhecimento no assunto só porque o cliente acha que não vale a pena.

 

Porém, na maioria dos casos é possível fazer a venda, seja de uma manutenção preventiva ou corretiva. Há sempre uma alternativa que vai deixar o cliente contente, mesmo que gaste um dinheiro que não estava no orçamento. Por isso é importante lembrá-lo sempre que carro é sinônimo de despesa, e para não ser pego desprevenido é preciso estar em dia com a manutenção preventiva.

 

É preciso lembra que na oficina é possível oferecer soluções sob medida para cada cliente e montar para ele um plano de manutenção programada, de acordo com o uso do veículo. Assim, com visitas periódicas à oficina, o carro dele em pouco tempo estará com todas os itens de maior desgaste em dia, sem que ele perceba um rombo no orçamento.

 

O segredo, assim, é o planejamento. Se o dono do carro não tem experiência para fazê-lo, você, como mecânico tem. E neste momento, é válido até mesmo pensar em contratar uma pessoa somente para gerenciar isso, pois quando se tem uma dúzia de clientes, a tarefa não é difícil, mas quando este número sobre para algumas centenas, ai aperta.

 

Pois é importante não esperar o cliente vir até a oficina, mas sim, alertá-lo de que está na hora de verificar como está o carro. Em certa ocasião, entrevistei o empresário Frederico dos Ramos, que na época era presidente da Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), que afirmou: ‘o carro se degrada aos pouquinhos e vamos nos acostumando com ele até o dia que ele para de vez’. E ele tem toda razão.

 

Por isso, é válido até mesmo disponibilizar para o cliente um carro novo, a título de teste drive, para ele comparar com o dele. Com certeza será muito mais fácil ele entender que realmente precisa de um plano para manter o carro sempre em bom estado.

Boas novas

Importados – As vendas de veículos importados vão de mal a pior segundo os executivos da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores), o que tem resultado na demissão de cerca de 10 mil das 35 mil pessoas que as empresas da associação emprega atualmente.

Clube – Com objetivo de aumentar as vendas de autopeças, a Bosch acaba de criar uma série de incentivos em forma de prêmios aos vendedores de autopeças que trabalham nas cerca de 750 lojas integrantes do Programa InterAção. Batizado de Clube dos Vendedores Bosch, a ação consistem em um ranking de pontuação dividido em categorias – Diamante, Ouro e Prata – para que todos os vendedores tenham chances niveladas de ganhar e, no final do ano, os três vendedores que tiverem mais pontos em cada uma das respectivas categorias, serão premiados. Além disso, periodicamente, os vendedores que atingirem pontuações mínimas poderão resgatar seus pontos e trocá-los por prêmios diversos.

65 anos de Brasil – Este mês, a Dana comemora 65 anos de atividades no Brasil, com crescimento nos negócios na região do Mercosul e com o lançamento de novas tecnologias. Somente nos últimos anos, investiu mais de US$ 330 milhões em suas operações nacionais.

Certificação – A fabricante de autopeças KSPG anuncia que já iniciou o processo para atender às exigências da Portaria nº 301 de 21/07/2011 do Inmetro, que determina a certificação compulsória de oito componentes automotivos (amortecedores, bomba de combustível elétrica, buzinas, pistões/pinos/travas, anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas) no mercado de reposição.

Transmissão hybrida – Nossa indústria automotiva ainda não chegou lá (exceto a Ford, com o Fusion Hybrid), mas tudo indica que os veículos híbridos terão sim espaço no mercado. Inclusive no Brasil. Assim, vale a pena conhecer um pouco sobre o sistema de transmissão automática que alterna a tração entre os motores a combustão e o elétrico.

Q1 Ford – A Ford concedeu à fabricante de escapamentos e catalisadores Tuper o certificado Q1, um atestado de qualidade que credencia a empresa a fornecer produtos para todas as unidades da Ford no mundo.

Simea 2012 – Com o tema “A Contribuição de Engenharia Automotiva para o transporte e trânsito mais sustentáveis”, o XX Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea 2012) já tem programação oficial, que pode ser conferida no site do evento (www.simea.org.br).

Cobreq na F-Truck – As equipes Mercedes-Benz, Volkswagen e Iveco que participam da Fórmula Truck utilizam pastilhas Cobreq e, cinco (Wellington Cirino – Mercedes-Benz, André Marques – VW, Leandro Totti – Mercedes-Benz, Felipe Giaffone – VW, e Fred Marinelli – Iveco) entre os dez primeiros colocados na classificação geral do Campeonato Brasileiro e Sul-Americano de Pilotos e Marcas da Fórmula Truck que participam da prova neste domingo (8/7), em Interlagos (SP), contam com os produtos e a assistência técnica (completa estrutura de pista) da TMD/Cobreq.  (Leia mais)

Luz cromada – Design elegante e alta eficiência são os apelos da Osram ao lançar no mercado brasileiro um novo padrão de lâmpada de sinalização (luz de seta). Batizada de Chrome, a novidade faz parte da linha de lâmpadas Diadem, e oferece tecnologia cromada, com novas possibilidades de iluminação.

Fonte: http://reparadoronline.blogspot.com.br/

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Um Comentário

  1. Eu estava lendo essa matéria sobre a Bosch e resumindo: os caras da Bosch vão premiar os vendedores que empurrarem Bosch no cliente, mesmo que na casa de auto peças tenha uma mesma peça de outra marca e mais barata.

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