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Novos resultados dos testes de Sistemas de Retenção Infantil na América Latina e o Caribe

Uma nova rodada de resultados do Programa de Avaliação de Sistemas de Retenção Infantil, PESRI, foi apresentada hoje com a avaliação do desempenho de segurança de 12 Sistemas de Retenção Infantil (SRI) vendidos na região da América Latina e do Caribe. Também são somados resultados de dois modelos que foram avaliados em 2019 apenas com ancoragens ISOFIX e agora foram testados com cintos de segurança.

Os SRIs avaliados foram selecionados nos mercados da Argentina, Brasil, México e Uruguai; porém, os modelos também estão disponíveis em outros países da região. Os testes incluem seis modelos apenas para bebês (Britax Baby Safe 2, Chicco Autofix Fast, Cybex Aton Q, Cybex Cloud Q, Maxi Cosi Cabriofix e Peg Perego Primo Viaggio SL), quatro modelos conversíveis para bebês ou crianças pequenas (Cybex Sirona S, Bébé Confort Axissfix, Maxi Cosi Axissfix Plus e D’bebe Confort) e cinco cadeiras multigrupo que podem ser usadas em várias configurações (Cybex Pallas M e M-Fix, Monza Nova IS, Kiddo Adapt e Bebesit Supersport) e podem ser usadas como Boosters. Os SRIs de multigrupo abrangem mais de um grupo de peso e são populares porque são uma solução para transportar crianças por vários estágios de crescimento. No entanto, os testes mostram novamente que dificilmente alcançam bons desempenhos em toda a gama de uso.

Os resultados globais estão em linha com os anos anteriores e confirmam que os assentos multigrupo podem comprometer a segurança, especialmente os SRIs instalados com cinto de segurança. No entanto, três SRIs multigrupo (Pallas M-Fix, Kiddo Adapt e Bebesit Supersport) tiveram uma classificação de quatro estrelas.

Nos testes dinâmicos, foi registrado um SRI (D’bebe Confort) com cargas elevadas junto com movimentos indesejáveis ​​do dummy e o colapso da estrutura completa do SRI, deixando o dummy solto durante o teste. O resultado disso é um alto risco de lesões que levou a uma pontuação baixa de uma estrela para este SRI.

A maioria dos SRIs na América Latina são instalados e presos ao veículo com cinto de segurança. Isso ocorre devido à ausência de ancoragens ISOFIX nos veículos, ausência de SRIs com ancoragens ISOFIX ou uma combinação de ambas, o que torna provável o “uso indevido” ou instalação defeituosa do SRI por folga ou pela perda gradual de ajuste com o passar dos dias, mesmo após uma instalação bem-sucedida. SRIs instalados com cintos de segurança de veículos devem ser reajustados ou reinstalados uma vez por semana. A maioria dos veículos nas ruas da região não estão equipados com ancoragens ISOFIX. No entanto, em linha com os novos padrões e tendências globais, é cada vez mais comum que novos modelos de veículos ofereçam ancoragens ISOFIX como equipamento padrão. As ancoragens ISOFIX permitem que o SRI também com ISOFIX seja instalado de forma rígida no veículo, de forma mais simples em relação ao cinto de segurança, já que as ancoragens ISOFIX contribuem para reduzir drasticamente o uso indevido e instalação incorreta; melhorando consideravelmente a segurança.

As instruções para os consumidores são um ponto importante de atenção. O uso correto do SRI determina o nível de proteção. Trajetos inadequados do cinto de segurança, folga nas tiras do cinto ou cinto do veículo e o uso de um SRI inapropriado (por exemplo, tamanho ou orientação incorretos) aumentam a probabilidade de consequências graves para as crianças em caso de acidente; independentemente das qualidades de proteção dos assentos quando usados de forma otimizada. Houve um desempenho ruim nesta análise, por exemplo, a D’Bebe oferece marcação ruim do trajeto do cinto, não tem a etiqueta de advertência do airbag para os assentos voltados para trás e a divisão por grupos pretende emular o Regulamento UN 44, mas da maneira errada. A Recaro Monza Nova e Monza Nova IS possuem manuais em preto e branco que não permitem apreciar a correta orientação e instalação do cinto de segurança, como nas versões coloridas.

Recomendações
Para os consumidores:
Usar o SRI adequado voltado para trás para crianças pequenas com, pelo menos, 18 meses de idade e, quando possível, até três anos.
Como a maioria dos veículos do mercado latino-americano carece de proteção adequada contra impactos laterais, ao utilizar boosters, recomenda-se o uso de boosters com encosto para melhorar a proteção em um eventual impacto lateral. Boosters sem encosto não oferecem proteção contra impactos laterais.
Todas as crianças devem usar algum tipo de SRI até atingirem, pelo menos, 1m35cm de altura.

Para os governos da região:
O uso do SRI deve ser obrigatório para crianças de até 1m35cm de altura. O regulamento UN-R129, junto com o UN-R44, deve ser exigido nas regulamentações da região. Acelerar a introdução de SRIs com ancoragens ISOFIX/Latch e de veículos com ancoragens ISOFIX sob o regulamento UN145 (ou UN14). Além disso, PESRI exige proteção frontal e lateral aprimorada. Os SRIs devem ser capazes de suportar acidentes na vida real. Embora os testes PESRI sejam mais exigentes do que os regulamentos técnicos da ONU, a qualificação PESRI deve ser promovida e exigida para fornecer aos consumidores informações independentes sobre o desempenho dos SRIs.

Para os países que não possuem regulamentação sobre o uso e a obrigatoriedade dos SRIs, recomenda-se implementar a exigência de uso do SRI para crianças de até 1m35cm de altura e cumprimento dos regulamentos técnicos o mais rápido possível.

Para fabricantes de SRIs e fabricantes de veículos:
Melhorar a facilidade de uso e instalação de SRIs em automóveis da região tornando as ancoragens ISOFIX universais e indicando corretamente os trajetos do cinto de segurança, bem como ajustes simples das tiras, preferencialmente que a operação possa ser realizada com uma mão.

Fonte:  www.latinncap.com

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