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Lançamento – Chevrolet Onix chega por iniciais R$ 29.990

Fotos: Marcus Lauria

O ano era 1994. Em meio a um mar de compactos comuns, parecidos entre si e com pouco a oferecer em questão de novidades, a Chevrolet apostou suas fichas em um lançamento recente na Europa, cujo nome era Corsa Wind. Como seu sobrenome sugere, o compacto passou como um vento sobre o mercado, espalhando por todos os lados a antiga concepção sobre como deveriam ser os compactos de entrada. Seu motor 1.0 era moderno e eficiente para a época, o carro reunia um design não encontrado em seus rivais, o espaço interno era interessante e bem aproveitado. Foi um sucesso absoluto.

Hoje os tempos são outros, mas a Chevrolet está tão confiante como há 18 anos atrás, como pode ser visto no lançamento do Onix, seu novo compacto. Ainda que não seja tão revolucionário quanto o Corsa Wind, a novidade tem armamento de sobra para entrar na guerra por uma posição de destaque neste seguimento concorrido do mercado. Passando desde um design bem resolvido a opcionais inexistentes em seus rivais, como a central multimídia MyLink por exemplo, o Onix não está afim de ser apenas um coadjuvante no mercado.

Uma volta ao redor do compacto revela sua inspiração no Gol, líder do mercado. A traseira é bem parecida, assim como a linha de cintura na lateral. Mas a dianteira possui identidade Chevrolet, e agrada bem mais do que em seus parentes de plataforma, Cobalt, Sonic e Spin. Oferecido nas versões LS, LT e LTZ, o Onix virá equipado com motores SPE/4, 1.0 (80/78 cv @ 6400 RPM de potência e 9,8/9,5 kgfm @ 5200 RPM de torque, Etanol/Gasolina respectivamente) e 1.4 (106/98 cv @ 6000 RPM de potência e 13,9/12,9 kgfm @ 4800 RPM de torque, Etanol/Gasolina respectivamente). A boa caixa manual de 5 marchas do Cobalt está disponível no pequeno, enquanto o automático sequencial de 6 marchas chegará em breve.

Todas as versões são equipadas com ABS/EBD, airbag duplo frontal e direção hidráulica. A versão LT incorpora pneus 185/65 R15 e vidros dianteiros/travas elétricas. O ar-condicionado só está disponível de série na versão LTZ, junto com retrovisores elétricos, vidros elétricos na traseira e rodas de liga leve. O sistema MyLink está disponível como opcional para a versão LT e de série na versão LTZ.

Infelizmente itens como controle de estabilidade e tração, airbags laterais, comandos de som no volante e cruise control não são encontrados nem como opcional. Existem também os pacotes de personalização “Joy”, “Race” e “24Hours” que oferecem os adesivos para carroceria que já estão se tornando moda entre as montadoras. E há também uma lista extensa de acessórios oferecidos, incluindo uma câmera de ré vinculada ao MyLink. Em breve traremos mais novidades sobre o comportamento do Chevrolet Onix em movimento, com o nosso Editor Marcus Lauria que está presente no evento de lançamento.

Confira a tabela de preços e os itens de série de cada versão:

– LS 1.0 (airbag duplo frontal, ABS com EBD, direção hidráulica, ajuste de altura para o banco do motorista e coluna de direção e rodas de 14 polegadas com calotas): R$ 29.990.

– LT 1.0 (acrescenta protetor de cárter, espelhos e maçanetas na cor do veículo, travas elétricas, alarme, vidros elétricos dianteiros e chave tipo canivete): R$ 31.690.

– LT 1.4 (acrescenta ao LT 1.0 rodas de aço de 15 polegadas com calotas, faróis com máscara negra e lanternas escurecidas): R$ 35.290.

– LTZ 1.4 (acrescenta ao LT 1.4 com todos os opcionais vidros elétricos traseiros, faróis de neblina, computador de bordo e regulagem elétrica dos espelhos externos): R$ 41.990.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Por Marcus Lauria

Bento Gonçalves (RS) – Assim que chegamos ao aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, já nos deparamos com o novo Onix no estacionamento, pronto para ser avaliado pelos jornalistas que chegavam da viagem. Eu junto com mais dois jornalistas especializados escolhemos a versão mais completa e com motor 1.4 para avaliar primeiro.

Visto de traseira, o modelo lembra muito a atual geração do Volkswagen Gol, só que com um aspecto mais robusto e musculoso. Mesmo com a dianteira que segue o novo DNA da marca, desta vez a GM não abusou muito e a traseira harmonizou com o restante do carro. O visual agradou a maioria das pessoas que puderam ver o carro com mais paciência.

Por dentro, o padrão Chevrolet é destaque, o acabamento é de boa qualidade, com plásticos agradáveis ao toque em sua maior parte. A posição de dirigir é excelente, os bancos são macios e não cansam em viagens longas. Para quem vai atrás, o espaço é suficiente, cinco adultos de porte médio andam sem aperto.

Na avaliação em uma estrada bem pavimentada, com curvas acentuadas e retas abundantes, o Onix 1.4 se saiu bem, com três adultos no carro, mais bagagem. O 106 cv de potência com etanol se mostraram suficientes para empurrar o pequeno modelo da GM. As ultrapassagens foram feitas sem problema. Nas curvas, a suspensão é bem acertada e não deixa o hatch sair, mesmo em velocidade mais elevada. Um destaque é o silencio a bordo, percebido por todos os ocupantes do carro durante todo o trajeto.

Já o modelo com motor 1.0, eu rende exatos 80 cv com etanol não foi páreo para o motor mais potente. O propulsor menos potente “penou” para conseguir uma boa performance durante o teste. As subidas foram sacrificantes. Assim como a necessidade de reduzir o excelente câmbio de cinco marchas, que possui trocas justas e macias.

Viagem a convite da GM

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2 Comentários

  1. Pela primeira vez posso dizer que gostei de um GM atual, pois esse Chevrolet Onix tem a caracteristica “frente de caminhão” da GM, mas nesse caso parece que suavizaram um pouco, ele ficou parecendo um Celta que tomou fermento (e isso é um elogio), pena que na versão 1

    1. continuando… Pena que na versão 1.0 o desempenho não seja bom, pois esse motor 1.0 no Celta deixa o carro esperto e a GM foi feliz em colocar esse sistema My Link no Onix, pois com certeza vai ser um atrativo a mais para o consumidor brasileiro que gosta dessas coisas.

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