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Coluna #Trânsito e Vidas por Mario Divo

A nova CNH… mais segurança!

Os tempos mudam, a tecnologia aparece cada vez com mais força e, agora mudanças acontecem na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ela ganhou novo leiaute para 2017, de acordo com a resolução publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A nova CNH será adotada para os condutores em processo de renovação do documento ou para as novas habilitações. O modelo tem modificações para aumentar a segurança, tornando-a menos vulnerável a falsificações.

A nova CNH tem aplicação de tinta preta na tarja posicionada na parte superior, acima da foto de identificação, em substituição à tinta azul esverdeada atual. Incluirá também o mapa do Estado responsável pela emissão do documento, além do mapa do Brasil impresso com tinta especial de segurança. Na lista de novidades há um fundo mais amarelado que o atual, com novos elementos gráficos que poderão ser exibidos apenas sob luz ultravioleta. O brazão da República está em diversos locais, os quais aparecerão somente sob luz negra, entre outros elementos de relevo e microimpressão.

Outra mudança é a introdução de um código numérico de validação composto pelos dados individuais de cada CNH. Através dele, os agendes de trânsito conseguirão validar a habilitação com o uso de um aplicativo do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Haverá também dois números de identificação nacional, sendo um de estadual e outro da base de dados Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados). No futuro, espera-se que possa haver integração de segurança bem ampla até com as futuras Permissões Internacionais de Dirigir (PID).

Atualmente, o modelo usado pela FIA para emissão da PID pelos clubes-membros respeita as convenções internacionais de 1949 e 1968, chegando a alcançar 1,5 milhão de unidades no mundo todo.  Em 2015, a partir de um estudo conjunto entre a FIA e a AIT – Aliança Internacional do Turismo, concluiu-se que a PID é um documento-chave de viagem ao exterior, que facilita a mobilidade das pessoas em todo o mundo. Por essa razão, os antigos formatos foram resumidos em apenas um, de forma a torná-lo mais inclusivo, seguro e tecnologicamente praticamente impossível de adulteração.

Mario Divo é o Diretor Executivo do ACBr – Automóvel Clube Brasileiro e também é o Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel

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