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Coluna #Trânsito e Vidas por Mario Divo

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A mobilidade urbana com cidades mais habitáveis!

Exatamente nesta 4ª feira, dia 28/9, o Secretário-Geral do Fórum Internacional dos Transportes (ITF), Sr. José Viegas, tem programada a apresentação internacional dos resultados de um estudo patrocinado pela OCDE – Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico sobre como métodos inteligentes em compartilhamento de veículos são a chave para resolver os problemas de mobilidade, de congestionamento e da qualidade do ar, gerando melhor acesso a empregos e educação, em grandes cidades.

A maior parte dos atuais impactos negativos em mobilidade urbana decorre da utilização ineficiente do carro particular. Um veículo é um dos investimentos familiares mais intensivos em capital e, em média, é utilizado menos de uma hora por dia para transportar menos de dois passageiros (média está abaixo de 1,6 por veículo). Enquanto isso, o meio de transporte público tradicional não está atraindo passageiros suficientes para conter o crescimento do tráfego de automóvel nas cidades, principalmente por excesso de lotação.

Com base em dados reais de mobilidade em Lisboa (Portugal), pesquisadores do ITF  promoveram experiências substituindo os ônibus regulares e carros particulares por táxis compartilhados e micro-ônibus sob demanda (com 8 e 16 lugares), complementando com a já existente rede de metrô. Os resultados foram surpreendentes, motivando que mais cinco cidades sejam base de novos testes: Auckland (Nova Zelândia), Dublin (Irlanda), Helsinque (Finlândia) e outras duas a serem escolhidas proximamente.

Objetivamente, fica evidente a maior habitabilidade na cidade, com os seguintes ganhos a partir do projeto-piloto em Lisboa: (a) 3% dos veículos que hoje circulam conseguem atender a demanda existente para as mesmas viagens; (b) 95% dos estacionamentos (garagens) não são mais necessários e podem ter outros usos; (c) O congestionamento desaparece, com 23% a 37% de menor distância total percorrida pelos veículos, e; (d) As emissões de CO2 causadas pelo tráfego caíram em 34%, sem qualquer nova tecnologia.

Concluindo, conforme crescer o hábito de se andar de bicicleta nas cidades, os resultados serão ainda mais impactantes… Como diz José Viegas, “complexo será gerir a transição”.

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Mario Divo é o Diretor Institucional do ACBr – Automóvel Clube Brasileiro e também é o Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel – E-mail: [email protected] / Site: www.automovelclubebrasileiro.com.br

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