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Coluna #Trânsito e Vidas por Mario Divo

Conclusão surpreendente sobre emissão de CO²!

Na semana passada, comentei sobre o Decarbonising Project, uma iniciativa do ITF – International Transport Forum, organismo intergovernamental, com 57 países-membros, ligado à OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que serve de espaço de pensamento quanto à política de transportes, em todos os modais.

Pois bem, na 2ªfeira, dia 30/1, o ITF divulgou uma nota internacional preocupante, de certa forma. Segundo os estudos mais recentes, as medidas de atenuação de dióxido de carbono (CO²) para os transportes não irão atingir as ambições climáticas. As políticas atuais e as previsíveis para mitigar essas emissões na atividade de transporte global não serão suficientes para alcançar as ambições climáticas da comunidade internacional.

O forte e contínuo crescimento da procura por mobilidade significa que, mesmo no cenário mais otimista, as emissões de CO² dos transportes, em 2050, ainda estarão em níveis elevados. O cenário já pressupõe que novas tecnologias e novo comportamento global levam à emissão significativamente menor de CO², em relação às distâncias percorridas pelos veículos. No entanto, projeta-se que a duplicação na demanda de transportes levará ao aumento da ordem de 60% na emissão de CO², entre 2015 e 2050.

Um fator-chave para reduzir as emissões de CO², em longo prazo, está no deslocamento dos padrões de comércio global pois, à medida que ele se desloca para regiões com falta de infraestrutura ferroviária ou hidroviária, as emissões de gases de efeito estufa provenientes do frete rodoviário chegam a duplicar. A mobilidade urbana é outra área de preocupação, já que o uso de carros nas cidades deverá dobrar até 2050, ainda mais nas economias emergentes. Pelos estudos, para manter a frota de automóveis ao nível de 2015, as cidades precisam investir agora em políticas integradas de uso do solo e transporte, utilizar preços para gerir a mobilidade e investir bastante no transporte público.

O ITF assume ser necessário acelerar a inovação e fazer escolhas políticas radicais para descarbonizar os transportes. A tecnologia pode contribuir com cerca de 70% da redução de emissão de CO², além de outras soluções criativas, algo que depende de todos nós!

Mario Divo é o Diretor Executivo do ACBr – Automóvel Clube Brasileiro e também é o Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel

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