
Todos aqui sabem (e se não sabem, deveriam saber) do meu apreço por escuderias pequenas, com baixo orçamento, propulsores defasados e pilotos inconstantes mas que estão ali, nem tão firmes, nem tão fortes MAS QUE ESTÃO ALI!
O maior exemplo de persistência envolvendo os quesitos acima descritos (e alguns mais) é a carismática Minardi. Fundada pelo italiano e já anteriormente dono de outras equipes Giancarlo Minardi em 1985, ela foi a porta de entrada para muitas promessas e na mesma proporção, para vários outros pilotos esquecíveis.
No ano de sua estreia, o (também) italiano Pierluigi Martini era o piloto contratado; Vindo da Toleman onde também não obteve grandes resultados no ano anterior.
Na temporada de 1985 as coisas não foram muito diferentes, o carro fraco e mecanicamente obsoleto não contribuiu, fazendo com que a Minardi largasse apenas na terceira prova do ano no GP de Portugal, lembrando que nesta época havia pré-classificação (e vai ter matéria sobre pré-classificação aqui TAMBÉM), sucedendo nas demais provas, em uma sequência de abandonos e nenhum ponto somado.
Em 1986, Alessandro Nannini entra no lugar de Martini e para o segundo carro Andrea de Cesaris é chamado, porém foi mais um ano praticamente em branco, tendo apenas um oitavo lugar de De Cesaris como melhor resultado em uma temporada com trinta abandonos.
Poderia citar inúmeros ocorridos ano a ano durante TODA a história da Minardi, mas o foco não é esse, (e convenhamos que a matéria ficaria deveras extensa, rs). MESMO ASSIM não posso deixar de citar o improvável segundo lugar de Pierluigi Martini (sim, ele mesmo) na classificação do GP dos EUA de 1990 em Phoenix, atrás apenas do “bem visto e bem quisto” Gerhard Berger.
Entre baixos e médios (não dá para chamar de altos e baixos), não vejo motivos para não “condecorar” a Minardi como a “maior das menores”, afinal, permanecer na elite do automobilismo mundial por exatos VINTE ANOS em meio aos mais variados contratempos é algo heróico.
Em novembro de 2005, a Red Bull comprou todo o patrimônio da equipe italiana, pondo fim a uma história de de 345 corridas (320 largadas), uma largada na primeira fila, uma volta na liderança e TRINTA E SETE pilotos contratados.
Renomeada em 2006 para Toro Rosso, uma espécie de “equipe B” da Red Bull, o legado de ser a porta de entrada tanto para pilotos promissores quanto para pilotos esquecíveis continuou, e eis que em 2015 um tal de Max Verstappen estreava por lá.
Sendo assim, obrigado, Minardi e obrigado, Toro Rosso!
Sobre o autor:
Eduardo Farah, proprietário da Antiquebug Autoparts, empresa especializada em restauração e compra e venda de peças e veículos da linha Vw clássica com ênfase em originalidade. Atua desde 2005 no ramo, e além de sua empresa, trabalhou como piloto de testes para o site Racionauto, ama raposas e é apaixonado por esporte à motor e por seu trabalho em iguais proporções. contatos: @eduardommfarah / [email protected] / 19-997506483






