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Avaliação – Royal Enfield Himalayan 2021

Fotos Eduardo Motoca – www.vivocommoto.com.br – – especial para o CarPoint News

Avaliamos a nova versão da Royal Enfield Himalayan, modelo 2021, alguns criticam outros amam de paixão, uma coisa eu garanto é muito divertida e gostosa de pilotar. Recapitulando um pouco a sua história, foi lançada em 2015 na Índia, desenvolvida pelo centro Tecnológico (UKTC – United Kingdom Technology Center) em Leicestershire, no Reino Unido em parceria com a Harris Performance. Lembrando que o modelo que testamos não é a versão Indiana 2021 que vem com o sistema Tripper (sistema de navegação GPS) desenvolvido em parceria com o Google.

Estivemos em seu lançamento em janeiro de 2019, na época houve um choque no mercado e em muita gente, uma moto trail de 411cc com visual retrô, todo terreno ao valor de R$ 18.990,00 enquanto suas concorrentes próximas (menor cilindrada) estavam com valor acima ou quase neste patamar. De lá para cá surgiram problemas em algumas unidades, mas a moto não deixou de ser admirada principalmente pelo seu ótimo custo-benefício.

É a moto mais vendida da Royal Enfield, em 2020 foram emplacadas 866 unidades ficando com o 6º lugar no ranking, este ano até fechamento de março já haviam sido emplacadas 330 unidades, isso mostra que o modelo ainda tem muito fôlego no Brasil.

Visual Retrô

Ela tem esse visual vintage, farol redondo, toda em metal, pouco plástico, robusta, lembra um daqueles jipes mais antigos, com pegada de ser forte, bem construída, que aguenta qualquer aventura. Já vem de fábrica com protetor de cárter, item indispensável num fora de estrada.

Diferente e chamativa, rodando por aí sempre perguntam que ano é a moto, se foi restaurada… Eu gosto bastante desse jeitão de antiga. Seu painel é maravilhoso, completo com muitas informações além de uma bússola digital, só uma ressalva a temperatura ambiente apontada no painel, estava meio descalibrada, pode ser a posição do sensor localizado mais próximo do motor, marca sempre uns 10 graus a mais.

Ela é feia? Eu não acho! Cada um tem um gosto, ela é robusta, imponente, olhando seu chassi percebe-se essa pegada mais de metal, reforçada. A bolha ajuda a desviar o vento e harmoniza bem com o restante da moto. A lanterna traseira e piscas segue o mesmo desenho, mas não se enganem ela não é uma off-road é uma moto todo terreno, que vai bem em qualquer tipo de solo.

O que mudou?

– Opção de desligamento do ABS na roda traseira, o que ajuda muito no off Road quando se precisa derrapar para fazer uma curva por exemplo;

-Apoio lateral menor, assim a moto fica mais inclinada sem perigo de cair sozinha, o anterior a deixava quase reta;

-Novas cores muito bem-vindas, Lake Blue (de nosso teste), Rock Red e a Gravel Gray, além da Snow White e a Granite Black já existentes;

-Botão de pisca alerta que na minha opinião é um importante item de segurança e deveria vir em todas as motos;

-A capa do catalisador ficou menor para não pegar no pedal do freio traseiro;

-O nome Himalayan na lateral é adesivado não mais em baixo relevo como a anterior;

-Painel com novo grafismo e tipografia, me agradou muito além da de nova iluminação;

-Refletor na bengala que era quadrado agora está arredondado;

-A pintura agora não tem mais os adesivos com o nome da moto estilizados, isso achei que poderiam deixar pois eram bem legais;

-Novo guia de cabos na roda dianteira, na versão anterior não havia, nova arrumação dos cabos na dianteira.

Motor, Suspensão e Freios

O motor LS410 ganhou novos balanceiros para diminuir a vibração, são os mesmos 411cm³ com refrigeração mista (ar e óleo), potência máxima de 24,5cv a 6500rpm e torque máximo de 3,2 kgf.m a 4500rpm, câmbio de 5 marchas longas, bem escalonado e com trocas macias e precisas, como é um motor de baixo giro, econômico fez em média 28km/l em nossa avaliação.

Sua velocidade de cruzeiro fica em torno de 100 km/h, mais que isso ela vibra e não fica legal, uma pitadinha de potência seria muito bem-vinda, para um 411cc deixa um pouco a desejar, temos que entender o propósito da motocicleta, ela é uma moto para passear, curtir aventura, pegar uma terrinha e não para velocidade, seu peso de 191Kg em ordem de marcha tem sua parcela de culpa.

Os freios são eficientes com pinças da marca BYBRE (By Brembo), na dianteira disco simples de 300mm com pinça de dois pistões e na traseira 240mm com pistão único ambos com ABS. Passam segurança e se mantiveram com a mesma firmeza mesmo após uso em muitas curvas, não ficaram borrachudos. Detalhe, os freios já vêm com Aeroquip (malha de aço).

A suspensão dianteira tem garfo telescópico com 200mm de curso e 41mm de diâmetro e na traseira monoamortecedor com 180mm de curso, fixados com link e regulagem de pré carga da mola.

Motocando por aí

No dia a dia ela preenche todos os requisitos para deixar sua pilotagem gostosa, o guidão passa bem pelos retrovisores dos carros, ela é mansa, ou seja, entrega progressivamente a força na roda, não dá susto em nenhuma situação. Inclusive quem está começando e quer uma moto dócil e fácil de pilotar está aí uma boa opção.

Uma das vantagens e que não é visada pelos gatunos, a sensação e de mais tranquilidade ao parar nos semáforos principalmente à noite, e não precisa ficar se preocupando tanto com o “maravilhoso” asfalto ela encara de frente, suas rodas de 21 polegadas na dianteira e 17 na traseira calçadas pelos consagrados Pirelli MT 60 nas medidas 90/90-21 dianteiro e 120/90-17 traseiro, passam por cima dos obstáculos sem sofrer, rodei na chuva e se mantiveram com um excelente grip.

Estacionar agora não é mais problema com o novo cavalete lateral, não precisa ficar alguns minutos conferindo se a moto não vai cair.

Conforto

Himalayan é sinônimo de conforto, a começar pela posição de pilotagem, ereta, com braços levemente flexionados, encaixe perfeito no tanque, tenho 1,78 e fiquei bem confortável. O Assento tem uma espuma, meio gel enfim, muito bom, pode rodar por horas sem sentir dor no traseiro.

O conjunto de suspensão e a própria ciclística da moto contribuem muito para esta sensação de segurança e conforto.  Os comandos estão bem-posicionados, a tocada é divertida, a posição do guidão também auxilia ao pilotar em pé. Os mais “baixinhos” não se preocupem ela está a apenas 800 mm do solo seu pé estará mais próximo do chão.

Mototurismo – Socorro-SP

Como sempre fazemos para um teste completo bora para estrada, nossa bussola mirou para a bela cidade de Socorro, inclusive existe um projeto muito interessante sobre motocicletas, vale uma olhada no site (https://socorrodestinoduasrodas.com.br/) e nas redes sociais (@socorrodestinoduasrodas).

Fundada em 9 de agosto de 1829, Socorro fica a apenas a 139km partindo do centro de SP, com muitos atrativos incluindo cachoeiras e muito esporte de aventura, com direito a levar seu PET e o mais legal e diferenciado são passeios acessíveis a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Seguimos de Sampa pela Rodovia dos Bandeirantes até Jundiaí, passando por Itatiba, Bragança Paulista, Pinhalzinho até nosso destino. A Rodovia Capitão Barduíno apesar do visual e daquele cheirinho da natureza, alterna entre asfalto bom e bem ruim principalmente chegando à cidade.

Pegamos (infelizmente) pouca estrada de chão, visitamos o Mirante do Cristo, um local incrível com uma belíssima visão da cidade, uma subidinha bem íngreme de asfalto boa para testar sua força e torque.

Dei umas voltas de pé na moto e me senti muito bem encaixado, para uma pegada melhor é só retirar as borrachas que cobrem as pedaleiras. Uma outra observação, ele vem com um kit bem completo de ferramentas, para consertos básicos não te deixa na mão.

Fala Garupa!  por Vânia Costa   

Gostei muito do conforto, andamos por algumas horas sem parar, o banco é macio, a posição das pedaleiras mantém a postura ereta, não me deixou cansada em nenhum momento, mesmo quando o asfalto não ajudava ou pelas estradas de terra.

A cor Lake Blue é alegre, bonita e seu estilo vintage me agrada bastante. Senti falta de um motor mais potente, pois na estrada, principalmente em subidas, ela não desenvolve tão bem, mas entendo que este produto não foi desenhado para mais desempenho.

Em Resumo

É uma motocicleta com preço honesto pelo que oferece, tem itens de diferenciados como o aeroquip por exemplo, seu painel é maravilhoso, fácil de pilotar, mansa e muito prazerosa. Para quem procura uma moto versátil para o dia a dia e um fim de semana mais aventureiro é uma perfeita opção.  Comercializada nas 12 concessionárias da Royal Enfield espalhadas pelo país ao valor de R$ 19.390,00 (Preço Público Sugerido Frete não incluso) e tem garantia de 2 anos sem limite de quilometragem.

*FICHA TÉCNICA

Motor – quatro tempos, um cilindro, 2 válvulas, arrefecimento ar.

Cilindrada – 411 cc

Diâmetro/curso – 78 x 86 mm

Potência – 24,8 CV a 6.500 RPM

Torque – 3,2 Kgf.m a 4.000 RPM

Taxa de Compressão – 9,5:1

Alimentação – injeção eletrônica

Câmbio – cinco marchas;

Transmissão – coroa, corrente (com O-rings) e pinhão

Quadro – berço duplo de aço

Suspensão dianteira – garfo telescópico, 200 mm de curso

Suspensão traseira – monoamortecedor com link, 180 mm de curso

Distância entre eixos – 1.465 mm

Freio dianteiro – disco ABS

Freio traseiro – disco ABS, comutável

Pneu dianteiro – 90/90-21

Pneu traseiro – 120/90-17

Comprimento total mm – 2.190

Largura total mm – 840

Altura do assento – 800 mm

Peso seco – 185 kg

Tanque – 15 litros

Consumo de combustível – 27 km/litro (média geral)

Velocidade máxima (declarada) – 135 km/h

*Dados do fabricante

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