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Avaliação – JAC iEv40 40 40kwh 2021

Por Derek Flores (texto e fotos)

A realidade dos carros elétricos que sempre pareceu um pouco distante no Brasil, mas ela já está começando a mostrar sua cara e colocar suas tímidas peças nas ruas. 2019 foi um ano importante para o setor automotivo e foi marcado com o maior número de carros elétricos lançados no país. Foi nesse mesmo ano que a JAC apresentou sua grande linha de elétricos que aos poucos estão chegando nas concessionárias, colocando a marca em uma posição de destaque no assunto.

São 5 modelos 100% elétricos, começando no compacto – e mais barato do país – iEv20 que custa a partir de R$139.900, seguindo pelo mini SUV iEv40, o SUV iEv60, a pick-up iEv330 e o caminhão urbano iEv1200. Os 3 últimos modelos estavam previstos para início de comercialização em 2020, mas devido a pandemia tiveram suas estreias adiadas.

E o iE40 já rendeu título para a JAC: a montadora que mais vende carros elétricos no país. Em 2020, foram algumas unidades vendidas, número bem tímidos, mas já expressivos para o pequeno SUV, que custando a partir de R$ 189.900.

Confesso que quando fui avisado para realizar o teste do modelo ie40 pelo nosso editor, fiquei um pouco curioso e a mesmo tempo inseguro para rodar com um modelo 100% elétrico durante 1 semana. Dúvidas do tipo “como vou carregar esse carro em meu condomínio” ou “o que vai acontecer comigo se a bateria acabar” ficaram permeando na minha cabeça e resolvi me aprofundar no assunto.

Em linhas gerais, com a carga completa o modelo da JAC promete uma autonomia de até 300km, o que me pareceu bem satisfatória para uma semana de uso em São Paulo (e ainda mais no meio da pandemia que estamos circulando pouco). O nível de bateria é exibido no painel – ao invés do marcador combustível – e mostra a porcentagem de carga atual do veículo de 0 até 100%, similar a de um telefone celular.

Já a carga da bateria é feita através de plugues frontais, escondidos sob o emblema da marca, mas aí já mora o primeiro ponto de atenção: cada fabricante/montadora decide usar 1 dos 8 padrões de conexões existentes no mundo, ou seja, o proprietário deve ficar atento para que seu tipo de conector seja compatível com o toten ou estação de recarga disponível. Atualmente existem pontos de recargas em estacionamentos de shoppings, postos de gasolina e alguns lugares privados como empresas e centros automotivos. Alguns sites gratuitos e colaborativos informam a localização das estações de recargas por GPS, conectores disponíveis e avaliação.

O primeiro contato com o iEv40 não causa muito impacto, pois ele é a versão elétrica do irmão movido a combustão T40 com algumas pequenas alterações estéticas e tecnológicas. Produzidos na mesma plataforma, os carros têm a mesma estrutura, carroceira e tamanho, e é claro que foram necessários ajustes na substituição do sistema à combustão para o sistema elétrico. O mais visível é a posição das baterias, que tiveram que ser instaladas sob o banco traseiro, elevando um pouco o piso para os passageiros que viajam atrás.

Mas se no visual o iEv40 é muito parecido com T40, na hora de acelerar a história fica muito mais interessante. São 115 cavalos de potência e um toque de 27,5 kgfm. Os números podem não chamar tanta atenção até pisar no acelerador pela primeira vez. Acontece que nos carros elétricos, não existe o giro do motor da maneira que conhecemos, e toda potência do motor já está disponível instantaneamente ao pisar no acelerador.

Resultado? Uma empolgante grudada no banco e um desempenho esportivo de esbanjar.  É só imaginar o torque máximo de um motor 1.4 Turbo disponível instantaneamente em seu pé – e sem nenhum ruído ou barulho. Tudo isso faz a condução do iev40 muito agradável, divertida e assertiva.  A suspensão do elétrico recebeu um ajuste que o deixou firme e com um comportamento mais seguro em curvas e imperfeições.

São 2 modos de condução disponíveis: normal e ECO. O segundo prioriza o sistema regenerativo, carregando parte das baterias quando o pé é tirado do acelerador, utilizando o próprio movimento do carro para a recarga. Em Modo ECO, sem o ar condicionado ligado, a montadora promete a autonomia de 300km com a carga total da bateira. Já com o ar, a quilometragem cai para 250.

Internamente o iEv40 é bem similar ao T40. O acabamento tem um certo refinamento com regiões em couro macio e bons encaixes dos plásticos. Os bancos em couro são confortáveis mas são limitados ao ajuste de altura, deixando uma posição de dirigir um pouco mais elevada, mas isso é recompensado pelo sistema de aquecimento dos bancos (os moradores da região sul agradecem).

O silêncio a bordo também chama muita atenção. As vezes é comum você nem perceber que está em uma velocidade alta tamanho o silêncio da cabine. Sem o barulho motor a combustão, a JAC teve um grande cuidado e não deixar as peças da cabine vibrarem ou a suspensão fazer barulho. E o resultado é excelente!

Quando o assunto é equipamentos, o iEv40 herdou a lista da versão topo de linha do irmão T40. Pensando que o elétrico custa R$ 189.900 é evidente que a montadora não pode deixar de entregar bons equipamentos. Na lista estão: Freio de estacionamento elétrico, chave presencial, luzes diurnas de LED, ar-condicionado digital de 1 zona, câmera 360, volante com comandos de som e cruzeiro, câmera dianteira com função de gravação, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas, monitoração de pressão dos pneus, rodas de liga leve e central multimídia ( sem Android Auto e sem Apple Car Play)

Conclusão

Dirigir um carro elétrico por uma semana em São Paulo me fez refletir muito em o que escrever nessa conclusão. Confesso que fiquei muito satisfeito e surpreso com a dirigibilidade e diversão e mudança de rotina (fora do posto de gasolina) que ele sugere.

É obvio que ter um carro 100% elétrico no Brasil é uma missão difícil e custa caro, mas ele já se mostra muito viável para um uso 100% urbano. Aqui em São Paulo, cidade que já tem uma pequena estrutura com postos de recargas rápidos espalhados pelas cidades, é bem possível programar sua ida ao supermercado e deixar o carro carregar por 1h. Apenas com essa rápida carga, o carro já tem uma autonomia de 220km que, para quem roda 40km por dia, daria para ficar até 5 dias sem recarregar. Outra vantagem para os paulistanos é que veículos elétricos e híbridos não cumprem o rodízio municipal, além de terem um grande desconto no IPVA como no resto do Brasil.

Também não podemos deixar de citar aqui 2 questões importantíssimas ao optar por um veículo elétrico: a redução da poluição do ar e um incentivo para o início de uma nova era de automóveis.

*FICHA TÉCNICA:

Mecânica

Combustível             Híbrido / Elétrico

Potência (cv)            115

Torque (kgf.m)         27,5

Velocidade Máxima (km/h)           130

Câmbio          automática de 1 marchas

Tração           dianteira

Direção          elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira            Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.

Dimensões

Altura (mm)   1.565

Largura (mm)           1.750

Comprimento (mm)             4.135

Peso (Kg)      1.460

Tanque (L)    N/D

Entre-eixos (mm)     2.490

Porta-Malas (L)        450

Ocupantes    5

*Dados do fabricante

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