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Avaliação – Harley Davidson Low Rider S 2020

Por Eduardo Motoca (Texto e fotos) – www.vivocommoto.com.br

Começo essa matéria muito feliz em pilotar outra grande moto da Harley Davidson, a Low Rider S, uma moto com uma pegada esportiva incrível, tem acabamento primoroso, painel em dois mostradores (herança das Dyna) e para nossa avaliação nos foi gentilmente disponibilizado um modelo na cor Vivid Black.

ESTILO e DESIGN

 A motocicleta tem aquele estilo despojado (cara de mau, rebelde), assento único, instiga a pilotar de camiseta e calça jeans num belo dia de sol, sentindo o vento no corpo e claro, um grande sorriso na cara. Ela tem 2355mm de comprimento, 880mm de largura, entre-eixos de 1615mm, altura do banco em relação ao solo 690mm e distância do solo 120mm, ou seja, pode ser pilotada por todo tipo de pessoa.

Contrastando o preto brilhante de seu tanque, paralama, carenagem de farol e rabeta com o preto fosco do suporte do painel, tampas laterais, suporte da rabeta e escape numa combinação que revela seu ar rebelde, sem cromados.

As rodas de alumínio fundido de 9 raios com acabamento bronze escuro fosco completam o visual despojado. Foi apresentada no salão duas rodas de 2019, não há nenhuma outra que lhe ofereça concorrência direta, ela tem estilo único, durante nosso teste até algumas pessoas nos perguntaram se era uma HD customizada. Os punhos são padrão HD, simples, funcionais e muito bem posicionados.

MOTOCANDO

 Pilotando por aí nas ruas de Sampa, a posição é bem diferente de outras da marca, com as pedaleiras altas os joelhos ficam mais acima da linha do tanque e seu guidão alto faz com que se coloque o corpo um pouco mais a frente, isso propicia melhor posicionamento para entrada de curvas, consegue-se até forçar um pouco, deitando mais, não como numa esportiva, o que ajuda nesta sensação além da posição, é seu ângulo de caster de 28º.

O conjunto de luzes são em LED, a lanterna traseira tem uma capa fumê dando um charme a mais no visual, pilotando a noite o farol é forte e os carros o veem de longe. Seu painel é composto em dois mostradores de 4 polegadas, o principal tem velocímetro analógico, luzes de alerta e advertência e um visor digital com indicador de marcha, odômetro, nível de combustível, relógio, odômetro parcial, indicador de consumo de combustível e tacômetro digitais, o outro abaixo tem somente o contagiros. São bonitos, bem desenhados, mas não são práticos, tem que abaixar muito a cabeça para olhar, vai no instinto e no ronco do motor para não ultrapassar a velocidade e ganhar uma multa. Não gostei muito da textura do suporte do painel, ficava o tempo todo olhando, destoa um pouco do restante da moto na minha opinião.

MOTOR 

 Seu motorzão é o Milwakee Eight 114 ci com 1868 cm³ e torque de 16,4 kgf.m a 3.000 rpm, tem aquela patada nas arrancadas que a gente tanto gosta. Como de costume a H-D não divulga a potência de suas máquinas, mas o importante é o prazer em pilotar, principalmente na estrada. Escapamento é 2 em 2 com um ronco apaixonante.

NA ESTRADA

 Para sentir melhor essa bela motocicleta escolhemos a cidade de Monteiro Lobato a 129km de São Paulo, seguindo pela via Dutra (Sp-60 ou BR116) o motor vai roncando gostoso, ultrapassar caminhões é muito fácil, só girar o punho que o motor mostra sua força, pelo torque absurdo pode-se pilotar tranquilamente a menos de100Km/h com a rotação a 2000RPM ou menos que ele se mantem suave, ronronando.

A moto vai ganhando as “milhas” com muita suavidade, o vento bate no corpo uma sensação fantástica de liberdade, parece num trilho, pude testar os freios ao levar uma fechada de um carro que estava na pista da direita e como alguns o fazem não sinalizou, a moto estancou com total controle, seus excelentes freios, na dianteira com dois discos de 300mm, pinça com 4 pistões e na traseira disco simples com 292mm, pinça com 2 pistões, ambos com ABS, mais que suficientes para parar seus 308Kg (em ordem de marcha).

Seu tanque de 18,9 litros, em nossa avaliação a Low Rider S fez cerca de 18,5km/l o que é um bom número levando em consideração a “usina de força” embaixo do tanque, o que te dá uma média de 349km, ou seja, vai andar bastante antes de procurar um posto.

Passado o pequeno susto (sempre falo sobre a importância de fazer cursos de pilotagem, e cada vez mais insisto e incentivo, façam quantos puderem, auxilia muito nestes casos de emergência) em São José dos Campos peguei a saída 152 (na frente do Assai) a sinalização não está legal se seguir a placa da rodovia indicando  saída 151 você acaba passando e não encontra placa, Siga até a rodovia SP50 (Monteiro Lobato) vai passar pela Ponte Minas Gerais em cima do Rio Paraíba do Sul, mais uns poucos quilômetros a frente que a brincadeira começa.

A estrada vira mão dupla e simplesmente linda, são cerca de 30km de curvas e muita natureza, num dia como este é um passeio maravilhoso. Neste cenário que a Low Rider mostra sua face esportiva, com os joelhos grudados no tanque é fácil bailar nas curvas algumas bem fechadas, a suspensão invertida na dianteira com curso de 130mm e a traseira monoamortecida com curso de 56mm e regulagens na pré-carga da mola.

Suas rodas são calçadas pelos excelentes Michelin Scorcher, nas medidas 110/90 aro 19 na dianteira e na traseira 180/70 aro 16, ótimo grip, pilotei em piso úmido, cheio de folhas, e até forcei um pouco mais a inclinação em algumas curvas e não senti nenhum tipo de deslize ou derrapada.

MONTEIRO LOBATO

Na última curva (a esquerda) aproveite para parar no acostamento e tirar uma foto da placa da cidade, muito cuidado lembre-se que está em uma estrada. Não perdi tempo e fui até o verdadeiro sítio do pica pau amarelo, é só entrar a primeira direita (em frente à delegacia) na estrada dos livros, são cerca de 8Km de uma estrada sinuosa subindo e descendo morros, muito gostosa até chegar a Fazenda São José do Buquira que foi herdada de seu avô, José Francisco Monteiro (Visconde de Tremembé), a fazenda tem área de 20 mil m² e guarda muitas histórias da época áurea do café e do ilustre proprietário,  foi construída em 1870, tem ainda objetos do escritor e se pode fazer uma visita guiada.

Como fiz o passeio e almocei por lá paguei R$60,00, uma deliciosa comida caseira feita no fogão a lenha e tem umas sobremesas…. Hummm. Vale a visita. Para maiores informações acessem https://www.facebook.com/OVerdadeiroSitioDoPicapauAmarelo/ ou (12) 99733-8999 com Adriana.

Uma das coisas mais gostosas de pilotar por aí, é fazer amigos, neste rolê conheci o Rafinha (se não me engano) que me indicou onde ficava a cachoeira chamada de “reino das águas claras”, no caminho no meio da fazenda passando pelo curral e pela plantação, indo lá não esqueça de apreciar.

Após um delicioso rango, descansei por uns 40 minutos embaixo das árvores deitado numa bela rede, “ô vidão” peguei as tralhas e voltei para casa. Curtindo mais uma vez todo o trajeto com essa bela motocicleta.

Está disponível nas cores Vivid Black e Barracuda Silver a partir de R$ 90.500 nas concessionárias H-D de todo país.

RESUMO

 A Low Rider S é muito divertida, é a H-D que pilotei com a pegada mais “sport”, pode se entrar nas curvas com vontade, seu conjunto de freios, suspensão e pneus dão muita segurança. Tem uma boa autonomia e seu motor é um furacão, reduzir e ultrapassar é uma delícia, e seu ronco……como se diz música para os ouvidos.

Está disponível nas cores Vivid Black e Barracuda Silver a partir de R$ 90.500 nas concessionárias H-D de todo país.

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