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Avaliação – Volkswagen Fusca 2.0 TSI 2013

Fotos: Marcus Lauria

O novo Fusca não tem quase nada do antigo Fusquinha, da época em que vendia tanto que era difícil não ver um desses em nossas ruas. O modelo atual, batizado novamente de Fusca usa as linhas básicas do modelo que lhe deu origem e só. Trata-se de uma evolução muito bem feita do New Beetle (1997–2010). No modelo 2013, avaliado por duas semanas pelo nosso site foi possível notar essas diferenças, o carro é outro, agora com mais recursos tecnológicos, segurança e mecânica proporcional as suas linhas esportivas e simpáticas.

A nova geração não usa mais a antiga plataforma da quarta geração do Golf (a mesma do Golf vendido por aqui). A nova base vem do Golf VI, vendido na Europa. Em nosso país, o novo Fusca só será oferecido com uma única motorização, ou seja, com o excelente motor 2.0 TSI turbo, que rende 200 cv e 28,6 kgfm de torque (o mesmo do Jetta TSI/Tiguan e Passat, além dos “primos” Audi A3, A4, A5 e TT), segundo o fabricante, o besouro faz de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos e alcança uma velocidade máxima de 223 km/h. Em conjunto está o excelente câmbio manual ou automatizado de dupla embreagem, ambas de seis marchas.

Por fora o novo Fusca cresceu o visual chama a atenção por onde passa, as linhas arredondadas mescladas com traços retos em algumas partes dão aquela sensação de agressividade e remete ao antigo Fusquinha, suas medidas são de 4,27 m de comprimento, 1,80 de largura, 1,48 de altura e 2,53 de entre eixos. Observando de lado, a área envidraçada ficou menor e o carro perdeu o formato característico de arco do New Beetle, dando a aparência de um carro mais baixo.

Em seguida destacam-se os arcos de roda, que na verdade são os para-lamas e a linha de cintura alta que faz conjunto com os vidros laterais mais estreitos, transmitindo esportividade ao modelo. Um detalhe é que as porta perderam a moldura, sustentando apenas o enorme vidro dianteiro, que de um certo modo, fica até mais bonito de se ver. A traseira conta com as novas lanternas com desenho redondo em uma das pontas e reto na outra, que se integra ao corte da tampa do porta-malas, além de duas saídas de escapamento cromados. De frente a diferença maior é vista nos faróis bi-xenon, que ficaram mais “ovalados” e contam com uma meia lua de leds diurnos e o para-choque mais “quadrado”.

Por dentro é possível notar que realmente você está em um modelo atual da Volkswagen. A maioria dos botões são encontrados em outros modelos da marca. Logo de cara é notado o novo painel, que agora é mais recuado e traz inserções que podem ser na cor do carro ou em tonalidades escolhidas pelo dono. O painel de instrumentos tem o velocímetro central que tem ainda o conta-giros e medidor de combustível. No centro, o novo corpo ganhou sistema multimídia RCD 510 ou RNS 315 com navegador e rádio.

O volante multifuncional tem base chata e visual típico dos modelos mais esportivos, garantindo boa performance ao condutor mais ousado. Outro detalhe interessante é uma tira de elástico para segurar garrafas ou outro objeto na porta, muito útil. Também existe um pequeno porta-luvas de abertura para cima, à frente do passageiro. Para quem vai atrás, o espaço fica complicado para quem tem mais de 1,80 m. O porta-malas também é pequeno, cabem apenas 310 litros.

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