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Avaliação – Volkswagen CrossFox 1.6 VHT Total Flex 2010

Fotos: Marcus Lauria

Lançado no dia 27 de novembro de 2009, o CrossFox 2010 chegou para cutucar a concorrência. O modelo “aventureiro” da Volkswagen recebeu a mesma identidade do Fox, um mês após a sua renovação. As mudanças estéticas fizeram bem ao CrossFox, na briga pela liderança do mercado, que tem como principal rival os modelos Adventure da Fiat, o hatch da montadora, com fábrica em São Bernardo do Campo (SP), ficou com o visual mais “limpo” e mais sofisticado. Além de muitos equipamentos de série e novos opcionais. À venda nas concessionárias desde a primeira quinzena de dezembro, o CrossFox pode ser encontrado com preço a partir de R$ 45.549, com repetidor de seta nos retrovisores externos, banco traseiro deslizante e regulagem de altura e distância do volante, rodas de aço estilizadas, semelhantes às da nova Saveiro Trooper. Caso queira acrescentar ar-condicionado, trio elétrico, alarme e direção hidráulica, pneus de uso misto, o valor pula para R$ 49.390 e se seu desejo for ter todos os opcionais oferecidos pela Volkswagen, seu preço sobe para absurdos R$ 63.259, incluídos no pacote teto solar, rodas de liga leve de 15 polegadas, bancos de couro, sensor de estacionamento, volante multifuncional, airbag duplo e ABS.

O CrossFox mudou para melhor, deixando de lado aqueles plásticos à mostra por toda a sua carroceria e fugindo um pouco do tradicional que esse tipo de carro maquiado para as “aventuras” no asfalto costumam ter. Ao notar as mudanças externas chama logo a atenção os novos faróis duplos com máscara negra com aplique cromado na área interna e os novos faróis auxiliares, que une as funções de neblina e longo alcance na mesma unidade. Uma das novidades é a régua entre os faróis na cor preto brilhante que exibe o logotipo da marca ao centro. O para-choque dianteiro também foi renovado, que exibe uma larga abertura de ventilação, e a grade do tipo colméia, com os faróis auxiliares nas extremidades e um traço horizontal na cor prata completa as alterações. Na parte traseira o novo CrossFox se mostra mais suave, com o novo suporte do estepe, que merecia uma atenção especial da Volkswagen. Lateralmente, o CrossFox exibe um discreta moldura na caixa de roda, na cor preta, que são ligadas de uma extremidade a outra dos para-choques, que é destacado pelo estribo com formato retangular nos cantos arredondados, com a parte central na cor prata. Uma faixa decorativa com o nome do carro “CrossFox” na porta traseira em destaque exalta o apelo off-road do hatch e finaliza com as maçanetas e os retrovisores com pisca integrado da cor do carro, assim como a nova roda de liga leve de 15 polegadas (opcional), com pneus na medida 205/60 R15. O rack do teto também foi redesenhado, e agora é composto por duas barras longitudinais de alumínio com acabamento fosco.

O interior do CrossFox também recebeu uma atenção especial, foi totalmente refeito, ficou mais aconchegante e com o nível de acabamento melhor. Utilizando a mesma configuração do “novo” Fox, mas com pequenas alterações, como os bancos com um material mais agradável ao toque e confortável, que também estão presentes nos painéis das portas. A raposa, símbolo do Fox foi bordada no encosto dos bancos. Opcionalmente é oferecido “módulo couro”, onde os bancos e as laterais das portas são revestidos parcialmente com este material, assim como manopla, alavanca do freio de mão que acrescenta detalhes em tecido Spancer e feito em costura horizontal. O pequeno porta-malas comporta apenas 260 litros, podendo chegar a 353 com a regulagem para frente. Na parte mecânica nada foi alterado, está lá o velho conhecido motor 1.6 litro VHT Total Flex que desenvolve 101 cv se abastecido com gasolina e 104 cv se cheio de etanol no tanque que trabalha em conjunto com uma caixa manual de cinco marchas, sempre precisa e suave. Segundo dados de fábrica, a “raposa aventureira” consegue realizar o tradicional 0 a 100 Km/h em 11,3 segundos com gasolina e 11 segundos com etanol. A velocidade máxima é de 173 km/h e 175 km/h, respectivamente. Em termos de consumo, a fabricante promete, com gasolina, fazer 11,4 km/l na cidade e 16 km/l na estrada. Com etanol essa marca baixa para 7,8 km/l e 10,9 km/l, respectivamente.

Mais fotos no blog: http://carpointnews.blogspot.com/2010/02/avaliacao-volkswagen-crossfox-16-vht.html

O CrossFox que foi avaliado pelo CarPoint News chama bastante atenção, não só pelo design mais atual e os “penduricalhos” aventureiros, mas sim pela cor laranja Atacama (designação dada pela montadora), que estréia nesse modelo da Volkswagen. Fugindo um pouco do tradicional preto e prata, o CrossFox não passa despercebido nas ruas e nos estacionamentos, todos apontam, chamam os amigos para ver o carro, enfim, uma atração a parte a nova cor do carro. Bom, o que importa aqui é falar sobre o desempenho do carro e o uso diário, além do consumo e comportamento dinâmico. Rodei exatos 255 Km com o CrossFox que foi avaliado em condições urbanas, como a maioria dos compradores desse modelo devem utilizá-lo. O novo modelo mudou bastante por fora e por dentro, com linhas mais “limpas” e arrojadas. No interior aquele antigo painel pobre de instrumento e bem diminuto deu forma a um novo painel, agora mais encorpado e completo, lembrando modelos como o Polo e o novo Gol, com materiais de boa qualidade, agradáveis ao toque dos dedos, tanto no tablier quanto nas laterais das portas, o ambiente interno ficou mais confortável. Assim como os bancos, com um tecido mais macio e confortável. A posição de dirigir é fácil de achar, em uma posição mais alta que os modelos comuns, o CrossFox tem ajuste de altura, profundidade e encosto, com auxílio dos mesmo ajustes para o volante, que na versão testada tinha os botões do rádio, computador de bordo e bluetooh, deixando tudo à mão.

O CrossFox foi usado o tempo todo em percurso urbano, afinal a roupagem “off-road” é apenas uma fantasia do Fox para quem gostaria de ter um veículo com tração nas quatro rodas, mas não costuma fazer trilhas. O motor 1.6 Total Flex desenvolve 101 cv com gasolina e 104 cv com etanol (combustível que estava no tanque) o carro desenvolve bem nas arrancadas e torna o CrossFox agradável de dirigir nas apertadas ruas do Rio de Janeiro. A suspensão alta é bem vinda em nossas ruas esburacadas, porém, a suspensão maltrata quem está dentro do carro, com batidas secas e duras, que talvez sejam atribuídas aos pneus de uso misto (opcional), na medida 205/60 R15. Um barulho que incomodou bastante durante o teste vinha do interior, principalmente do banco traseiro, que devido a regulagem tanto para frente, quanto para trás, dava a impressão que estava solto, na posição correta o chocalho diminui bastante.

O acesso ao CrossFox é fácil, tanto para quem entra pela parte da frente, quando para os passageiros que vão atrás, as quatro portas tem um ângulo de abertura excelente, também contribui o teto alto do CrossFox, que suporta a entrada e saída de pessoas mais altas permitindo que não esbarre a cabeça no teto. O modelo avaliado tinha o teto solar, também opcional, que não é aconselhável usar nesses dias de sol intenso, melhor ficar com o ar-condicionado ligado. O acesso ao porta-malas é facilitado pelo novo sistema de abertura, que está mais simples. Nas manobras o estepe pendurado na traseira atrapalha um pouco, mas o modelo avaliado tinha um sensor de estacionamento que é bem útil e evita pequenas batidas.

A comunicação entre o volante e as rodas é perfeita, o câmbio manual de cinco marchas se mostra muito eficiente, sendo bem escalonado e suave mas trocas, dando até uma tocada esportiva em certos momentos. As curvas pode ser feitas sem medo, mesmo que o centro de gravidade alto dê a impressão de que o carro não vai segurar nas curvas, em alguns trechos de serra o carro não desgarrou do asfalto, apesar de ameaçar sair de traseira em alguns momentos. O CrossFox é um carro bem equilibrado e agradável de andar. Só o consumo no álcool que deixou a desejar, durante o teste o computador de bordo oscilou bastante, entre &,9 e 8,3 em certas situações de condução.

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