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Avaliação – Peugeot RCZ 1.6 16V THP 2012

Por dentro o espaço é suficiente para dois adultos na frente, atrás cabem no máximo duas crianças pequenas, por isso é um cupê 2+2. Fora esse detalhe, o RCZ esbanja qualidade em seu interior. Está tudo em seu devido lugar. Com um painel semelhante ao do 308, a esportividade fica de lado dando lugar ao luxo. O volante, o mesmo do 308 ficou grande e com empunhadura ruim para essa proposta de carro esportivo, devia ser melhor e com desenho exclusivo. Observando melhor a parte interna, a diferença entre os dois modelos fica por conta do novo grafismo do painel de instrumentos, da aplicação de alumínio no console central, nas pedaleiras polidas e do acabamento das portas.

De resto, a maioria dos comandos são encontrados no restante da família Peugeot, como a tela de iluminação vermelha, que mostra informações do som e do computador de bordo. O único problema fica pelo fato do carro ser muito baixo e ter que fazer um certo malabarismo para entrar no carro, a posição de dirigir dá a entender que estamos em um modelo esportivo, pois as pernas ficam retas e o corpo fica rente ao chão.

O RCZ chega ao Brasil em versão única e bem completo, com itens de série que incluem ar-condicionado digital bizona, trio elétrico, airbags frontais e lateriais, direção com assistência eletro-hidráulica ABS e controles de tração e estabilidade. Outros mimos como bancos elétricos e com aquecimento (incluindo o do motorista, com memórias), faróis com acionamento automático, faróis de xenônio direcionais, limpadores de parabrisa e sensor de baixa pressão dos pneus.  O seu porta-malas carrega entre 321 e 639 litros, nada mal para um cupê esportivo.

Sob o capô, o felino oferece um conjunto motor e câmbio já conhecido do brasileiro (é o mesmo do crossover 3008), está lá o moderno 1.6 16V turbo THP, que rende suficientes 165 cv (ante 156 do 3008) a 6 mil rpm. Esse motor foi feito em uma parceria da PSA Peugeot Citroën com a BMW. Em conjunto está o câmbio automático de seis marchas Tiptronic, com conversor de torque, com opção de trocas sequenciais na alavanca (seria melhor atrás do volante). O motor é bem honesto para o carro, mas se tivesse uns 20 cv a mais seria de bom tamanho e daria mais emoção da hora de dirigir.

O cambio dá uns trancos nas retomadas, mas nada que atrapalhe as mudanças, o conjunto motor e câmbio fizeram o seu papel durante todo o teste e deixou a dirigibilidade bem agradável. As acelerações foram lineares, mas as ultrapassagens na estrada exigiram um pouco mais de força no pedal do acelerador, faltou um pouco de fôlego.

Em um teste feito na serra que liga o Rio a Itaipava, o cupê da Peugeot se saiu muito bem, o conjunto da suspensão é esportiva, com molas e amortecedores duros o que agradou na hora de fazer as curvas, mesmo que mais fechadas, o RCZ parecia andar sobre trilhos o tempo todo. Sem alarde algum, um aerofólio escamoteável levanta quando o carro chega a 85km/h, podendo ficar mais aberto aos 155km/h, tudo para manter o cupê no chão. Os bancos com espuma de alta densidade e pneus de perfil baixo, contribuem para essa ótima performance na estrada, porém, deixa a desejar nas ruas esburacadas da cidade, transmitindo todas as irregularidades para dentro do habitáculo.
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2 Comentários

  1. Design desse coupé não têm nada a se falar, é muito bonito e esportivo realmente, desde o prótótipo eu já vinha acompanhando a evolução deste belo carro, mas (sempre têm o mas) esse motor realmente deixou a desejar, nada a menos que 200cv pra esse tipo de carro deve ser pensado… deveriam ter colocado um 2.0 turbo que renderia algo em torno de 200cv, talvez até 210cv, aí sim seria uma opção muito interessante ao Audi TT. Outra coisa que você comentou e concordo é sobre a Peugeo não ter colocado borboletas atrás do volante para troca das marchas do Tiptronic… hj em dia têm carros até mais baratos que oferecem borboletas no câmbio… e realmente o volante me pareceu muito grande, esportivo têm de ter raio menor e de preferência com a parte de baixo mais reta…

    Considero um pseudo-esportivo, ficou no meio do caminho.

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