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Avaliação – Peugeot 307 HB 1.6 Flex Presence Pack 2010

Por fora o Peugeot 307 hatch exibe as mesmas alterações feitas no final de 2006, ou seja, faróis maiores e com dupla parábola, novo pára-choque dianteiro com a grade em forma de “bocão” e novas lanternas traseiras salientes em forma de folha, que deixam o 307 com um desenho ainda bem atual, comparado aos seus principais concorrentes no mercado, como Fiat Stilo, Volkswagen Golf, Ford Focus e Citroën C4. O interior é bem moderno e construído com materiais de qualidade, o 307 tem um excelente espaço interno que garante conforto de sobra para todos os ocupantes. A capacidade do porta malas é de 420 litros, suficiente para carregar a bagagem de quatro passageiros sem aperto. Sob o capô está o velho conhecido motor 1.6 16V flex com 110/113 cv a 5.600 rpm e torque máximo de 14,2/15,4 kgfm a 4 mil giros que trás boa desenvoltura nos trajetos urbanos, além de não fazer feio na hora de pegar uma estrada.

O Peugeot 307 ainda chama bastante atenção por fora, suas linhas são bem atuais, comparada aos seus concorrentes diretos. Logo ao entrar no hatch médio produzido na Argentina, nota-se a qualidade dos materiais do painel e portas, que são agradáveis ao toque. Achar uma boa posição de dirigir não é complicado dentro do 307 hatch, a posição mais alta do banco facilita e o espaço interno amplo ajuda bastante. Após acertar a posição correta do banco feita por alavanca e posições fixas é hora de ligar o motor 1.6 flex, que no modelo avaliado estava abastecido com etanol, rende 113 cv de potência, a 5.600 rpm e 15,5 mkgf de torque a 4.000 rpm. Em um primeiro momento, o motor não se mostra suficiente para empurrar seu peso de 1.302 kg, mas basta passar a primeira marcha e pisar no acelerador para sentir todo o torque do 307 no pé direito. Nas acelerações o carro é bem esperto, mostrando fôlego no trânsito, o motor só pede “arrego” em situações adversas como em subidas íngremes, como em uma serra, ou nas retomadas. Andando com o carro por mais tempo é possível sentir a batida seca da suspensão no asfalto lunar do Rio de Janeiro, que com o uso constante incomoda um pouco. Outro incômodo foram os sacolejos constantes, que são mais fortes devido ao banco um pouco duro, que deve trazer algum incômodo ao motorista e passageiros durante uma viagem mais longa. Nas curvas o Peugeot 307 se mostra mais convincente, se mantendo na mão o tempo todo, sem alterações ou desvios. As rodas de 16 polegadas, calçadas com pneus 205/55 R16 deixam o 307 grudado no chão, deixando a sensação de estar sobre trilhos em alguns momentos. Na hora de viajar ou fazer compras, o porta-malas de 420 litros não deixa a desejar e tem capacidade suficiente para carregar bastante bagagem. O modelo testado apresentou barulhos que vinham dos forros das portas traseiras, sentidos o tempo todo, o que não poderia acontecer em um carro que custa mais de R$ 55 mil reais e estava com menos de 10 mil quilômetros rodados. Durante toda a avaliação do CarPoint News o 307 hatch 1.6 flex Presence Pack teve um comportamento honesto, mesmo com o consumo um tanto irregular, que foi notado no ponteiro analógico de combustível, que vira e mexe se mostrava inconstante, dando um susto no motorista, que no caso, era eu mesmo.

Mais fotos no blog: http://carpointnews.blogspot.com/2010/07/avaliacao-peugeot-307-hb-16-flex.html

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