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Avaliação – Peugeot 2008 Griffe 1.6 THP Flex 2016

Fotos: Marcus Lauria

Lançado em 17 de março de 2015, o crossover (assim que a marca chama seu SUV compacto) Peugeot 2008, é o maior lançamento da marca para esse ano no Brasil. Com esse modelo, a Peugeot pretende aumentar as suas vendas em nosso País, e trazer novos clientes para a marca. Só que a tarefa vai ser difícil diante da concorrência. Entre os 50 mais vendidos na primeira quinzena deste mês de agosto, o 2008 nem aparece na lista, ficando bem atrás dos seus concorrentes diretos: Ford Ecosport, Jeep Renegade, Honda HR-V e do Renault Duster.

O modelo está sendo produzido na fábrica da PSA Peugeot Citroën, localizada no Polo Industrial de Porto Real, no Estado do Rio de. Desde o seu lançamento na Europa, o modelo superou as expectativas de vendas do Grupo, acumulando mais de 200 mil unidades comercializadas. O projeto envolveu equipes de diferentes partes do mundo, como: França, Brasil e China.

Foram investidos cerca de 400 milhões no desenvolvimento do novo modelo. Segundo a marca francesa, foram necessários 3 anos de um trabalho que envolveu uma equipe de mais de 300 pessoas baseadas no próprio Centro de Produção e no Latin America Tech Center, o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Design da PSA Peugeot Citroën.

No Brasil, o Peugeot 2008 é oferecido três versões de acabamento (Allure, Griffe e Griffe THP), dois motores – 1.6 16V aspirado e 1.6 Turbo, três transmissões – manual de cinco marchas, manual de seis marchas e automática de quatro marchas. A marca nos cedeu para teste, a versão topo de linha Griffe, com motor 1.6 THP e câmbio manual, que parte de R$ 79.590.

O Peugeot 2008 é o menor crossover do segmento, com comprimento de 4,16 metros, 1,74 metros de largura e 1,58 metros de altura. O porta-malas oferece 355 litros de capacidade volumétrica. Por fora seu visual chama a atenção, apesar das linhas serem um pouco discretas. O 2008 tem um visual despojado, seguindo as linhas atuais da marca. Ele exibe detalhes cromados nas janelas e faróis dianteiros de base recortada com luzes diurnas de LED. Na dianteira, o logotipo da Peugeot aparece em destaque sobre a grade frontal, no capô.

Na traseira, o 2008 revela um discreto aerofólio e lanternas em formato de bumerangue, com luzes internas em LED que simulam as garras de um felino selvagem, que simboliza a marca. De lateral, chama atenção a curva no teto inspirada no cupê RCZ, além de linhas sóbrias e lisas, o crossover tem como destaque as rodas de 16 polegadas cromadas com detalhes na cor preta, e o retrovisor cromado.

Na parte interna, foi mantido o mesmo conceito i-cockpit, como volante multifuncional revestido em couro de pequenas dimensões, base achatada e com sua parte superior na mesma linha do painel de instrumentos, detalhes cromados e revestimento em “black piano” no painel de instrumentos. Além dos bancos em couro com detalhes em marrom. Os bancos dianteiros são confortáveis e “abraçam” motorista e passageiro graças às pronunciadas abas laterais. Atrás, apenas dois adultos viajam com conforto. O interior é bem agradável e tem tudo à mão, assim, como a posição de dirigir, que é fácil de achar.

A Peugeot colocou um freio de mão manual bem curioso, com acionamento com alavanca que parece um manche de avião, bem criativo. Outro destaque do modelo é o sistema Grip Control, voltado a terrenos de baixa aderência, que é regulável por meio de um botão giratório no console central. O sistema se adapta ao terreno agindo sobre as rodas dianteiras e tem cinco modos de utilização: normal, neve, barro, areia e desligado (off). Não que isso seja um recurso muito utilizado, até porque, o carro nem tem tração nas 4 rodas e não pode enfrentar terrenos mais radicais.

Além de trazer itens de segurança como adicionalmente mais 2 airbgas de cortina – fora os obrigatórios -, terceiro encosto de cabeça traseiro, bancos esportivos revestidos em couro, acendimento automático de faróis e limpador de para-brisa. Os faróis de neblina são de direcionamento automático em curvas. O sistema multimídia com GPS integrado mantém-se o mesmo, assim como o ar-condicionado com dupla zona de climatização.

A versão avaliada traz de série muitos equipamentos, entre os principais estão ar-condicionado de duas zonas, central multimídia “touch” de sete polegadas com GPS, sensor de estacionamento traseiro, quatro air bags, freios a disco nas quatro rodas com ABS, piloto automático, luzes diurnas em LED e rodas em liga leve de 16 polegadas. Ainda tem alarme, retrovisores elétricos, vidros dianteiros e traseiros elétricos, direção elétrica, faróis de neblina e regulador de velocidade, sensor de estacionamento dianteiro, acendimento automático dos faróis e do limpador do para-brisa, pedaleiras em alumínio, soleiras em aço nas portas, retrovisores e para-choques cromados, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa (Hill Assist) e Grip Control.

Sob o capô, o Peugeot 2008 Griffe traz o elástico e potente motor 1.6 turbo flex de até 173 cavalos de potência a 6.000 rpm e 24,5 kgfm de torque a 1.750 (etanol). Essa opção só pode ser acompanhada de um câmbio manual de seis marchas. De acordo com a montadora, ele faz de 0 a 100km/h em 8,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 209 km/h, quando abastecido com etanol. O Conjunto mecânico se comporá muito bem no trânsito ou na estrada. As acelerações são lineares, deixam o carro bem à vontade para ultrapassagens e arrancadas radicais, nem parece um pacato crossover. A suspensão é outro ponto forte do 2008, por ser mais baixo que os concorrentes, ele não fica devendo nada em estabilidade. Faz curvas como um sedan e absorve bem os desníveis do asfalto, sem passar os incômodos para a cabine.

Falando de consumo, o Griffe THP Turbo faz 7,1 Km/l de etanol em cidade, 8,5 Km/l em estrada. Com gasolina chega a 10,7 Km/l em cidade e 12,4 Km/l em estrada. Porém, o que realmente a Peugeot vai ficar devendo para os seus consumidores é versão Griffe 1.6 THP com transmissão automática – modelo que não será lançado, pois segundo a marca, o cofre do motor não comporta a transmissão automática com conversor de torque associada com o motor turbo de origem BMW. Uma pena, pois essa versão seria a mais vendida. Mais eu prefiro o câmbio manual, com ele conseguimos dominar mais o 2008.

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