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Avaliação – Nissan March 1.0 16V Flex 2011

Fotos: Marcus Lauria

Lançado em setembro deste ano, em San Diego (EUA), o Nissan March chega com o principal propósito de alavancar as vendas da marca japonesa no Brasil. “Com o March passaremos da segunda para a primeira divisão”, declarou o presidente da marca japonesa no Brasil, Christian Meunier. E é com esse entusiasmo que a marca quer estar entre as seis montadoras do país. O pequeno modelo japonês é fabricado no México, na planta de Aguascalientes e também é oferecido em outros mercados com o nome Micra.

A Nissan do Brasil quer alcançar uma participação de mercado de 5%, que atualmente não passa dos 2% e uma meta de conquistar vendas anuais de até 200 mil unidades, até 2014, com a inauguração da fábrica no Brasil, no Rio de Janeiro. Vendido em cinco versões, o March pretende alcançar todo o tipo de público interessado em modelos compactos premium, o carrinho começa em R$ 27.790 na versão de entrada equipada com um motor 1.0 (modelo cedido para avaliação), e à partir de  R$ 33.390, na versão 1.0S. Quem optar pelo motor 1.6 16V de 111 cv, os preços começam em R$ 35.890 para o 1.6 S, passando para R$ 37.990, no 1.6 SV e chegando a R$ 39.990 na topo de linha 1.6 SR.

Lançada em 2010, esta quarta geração do Nissan March é produzida atualmente na Tailândia, Índia, China e México. O compacto utiliza a nova plataforma V (de versátil) da Nissan, possui linhas arredondadas e expressivas, há os que gostam e os que odeiam, opiniões essas, que puderam ser percebidas durante o teste. O seu desenho foi criado após muitos estudos da equipe de design da Nissan, por exemplo, posso citar  as rodas, que foram empurradas para as laterais para conseguir esse efeito de maior espaço.

Por fora, a dianteira chama a atenção com os faróis ovais, e a grade no centro do para-choque, que tem camada dupla integrada com grande abertura inferior. As laterais com para-lamas proeminentes dão a impressão de os amortecedores estarem no seu interior. Os para-lamas elevados também contribuíram para melhorar a visão do motorista e a cintura baixa permite visibilidade lateral suficiente para dar segurança. O teto parece que foi amassado em um portão de garagem, mas não se engane, o March recebeu dois “V”, que lembram a forma de bumerangues, que segundo a Nissan “têm função importante, pois foram pensados para dar maior robustez ao carro e permitir a utilização de uma arquitetura mais fina da placa, sem comprometer a estrutura e a segurança”, além de diminuir os ruídos produzidos pelo impacto do vento, assim como a extremidade traseira do teto foi levemente elevada para ajustar o fluxo de ar para os lados, deixando seu coeficiente de arrasto em 0,33.

Por dentro, o March tem bastante espaço para quem vai à frente, uma pessoa de mais de 1,85 entrou no carro e dirigiu por um trajeto grande e se sentiu confortável ao volante, a única reclamação foi por conta dos pedais do acelerador de freio, que são bem juntos e acabam prendendo o calçado, comprometendo a segurança. Para quem vai atrás, a situação é oposta, o espaço é reduzido e o banco da frente acaba roçando nos joelhos, comprometendo o conforto, no caso de uma viagem mais longa, o ideal é colocar somente duas pessoas nos bancos traseiros, um terceiro ocupante deixaria o espaço comprometido.
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5 Comentários

  1. Show de bola a avaliação!! Você colocou bem a sua opnião pessoal, deixando de apenas copiar o marketing da marca como vc já fez algumas vezes, parabéns, continue nessa linha de avaliação que vc verá que irá agradar mais.

    Esse carrinho pra mim fica no odeie-o, mas se fosse para a Paula, eu recomendaria, apesar da Nissan ser da Kaoa que nem preciso fazer maiores comentários…

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