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Avaliação – Kawasaki Ninja 1000 ABS 2013

Fotos: Edurado Azeredo

Uma motocicleta sedutora, extremamente imponente, com lindíssimo e agressivo design, desempenho excelente, que reforça a cada acelerada o prazer de pilotar.

Esbanja leveza e ciclística para o dia-a-dia, apesar de seu porte bem avantajado, que é plenamente esperado se tratando de uma esportiva 1000 cc, permitindo manobras de trânsito com total conforto e tranquilidade. Em pista ou estrada então, seu cenário ideal, é impressionante o prazer que essa moto proporciona ao piloto.

Impulsionada por seu motor 1043 cm³, com 4 cilindros em linha, 16 válvulas, câmbio de 6 marchas, gerando 138 cv de potência e 11,2 kgf·m de torque, o desempenho é fantástico, mesmo com seus 231 kg (versão com ABS). A aceleração é refinada, proporcionando ao motociclista pleno controle com total precisão, o que é importantíssimo em uma moto com tanta potência, especialmente nas curvas.

Para parar esse canhão, que ultrapassa com extrema facilidade os 200 km/h, e passa bastante disso, vem embarcado um sistema de freios anti-bloqueio (ABS) de excelente qualidade, que respondeu de maneira segura em todos os testes, tanto para frenagens em alta velocidade quanto em baixa, mesmo em pisos com irregularidades, onde alguns freios ABS de outras montadoras costumam deixam a desejar.

Um dos maiores prazeres que tive com essa moto foi o de fazer curvas. Sua distância entre eixos, excelente suspensão, posição de pilotagem e aceleração precisa formam um conjunto que permite ao motociclista desenhar as curvas com uma exatidão impressionante, sem falar no ângulo extremo de inclinação, alcançado em plena segurança. Sinceramente não tenho pontos negativos a citar em relação à esta 1000, exceto pelo fato de sentir falta de um sistema de controle de tração, que traria muito mais tranquilidade ao piloto, uma vez que o despejo de potência é bem alto e pode trazer riscos.

A Kawasaki foi de um primor enorme no projeto da Ninja 1000, especialmente no que se refere à ergonomia e conforto do piloto e garupa. A posição de pilotagem é próxima da perfeição, independente da estatura – palavras de alguém com 1,95m de altura – proporcionando ótima posição para as pernas, braços e corpo, tanto em baixa quanto em alta velocidade, entrando atrás da bolha (para-brisa). E por falar em bolha, esta é articulada e permite 3 ajustes de inclinação, o que é mais um elemento em favor do piloto, ajustando o desvio aerodinâmico.

O conjunto de escapamentos 4-2 proporcionam um show à parte, assim como na irmã Z1000, com formação dupla e uma ponteira em desenho triangular de cada lado, complementam o belo design desta máquina. O painel de instrumentos, seguindo o visual esportivo, tem leitura fácil, com boa distribuição das informações, onde a ênfase fica para o conta-giros analógico, acompanhado de uma tela LCD com velocímetro, hodômetro (total e parciais), marcador de combustível e demais funções.

Ao contrário do que muitos pensam e afirmam, a Ninja 1000 não é a Z1000 com carenagem. Lógico que elas compartilham componentes como por exemplo o motor, sistema de escape, e muito mais, mas há inúmeras diferenças. Uma dessas particularidades está no tamanho do tanque, pois a Ninja comporta 19 litros de gasolina, contra os 15 litros da irmã naked. O consumo oscila bastante, dependendo da “tocada”, mas andando comportadamente mantendo velocidades em constância, nos testes chegou a fazer 16,8 km/l na estrada e 13,5 km/l na cidade, em trânsito pesado. Andando forte, na estrada e pista, o consumo aumento, fazendo 10,3 km/l.

No Brasil está disponível apenas na cor Candy Lime Green/Ebony (verde e preta), e para levar essa belezura para casa o motociclista vai se deparar com o preço público sugerido (sem frete incluso) de R$ 51.990,00, que se torna um verdadeiro investimento, diante do volume de prazeres que ela é capaz de proporcionar.

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