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Avaliação – Fiat Bravo 1.4 T-Jet 2012

Fotos: Marcus Lauria

Para a Fiat já é tradição ter modelos turbos em sua linha, a marca começou a fazer sua história com o Uno Turbo 1.4 i.e, em 1994 (durou até 1996), o modelo tinha 116 cv de potência e muita personalidade. Depois veio o Tempra Turbo, com de 165 cv no mesmo ano e em 1995 o Stile Turbo com 4 portas. Com o lançamento do Marea, a marca aproveitou e apresentou a versão “turbinada”, nas configurações sedan e weekend, isso em 1999, com um motor 2.0 20V de 182 cv, que chegou ao final da produção em 2007. Aproveitando a “onda” dos turbos, a marca não perdeu tempo e mostrou o Punto em sua versão T-Jet, em março de 2009 com um motor 1.4 turbo, à gasolina de 152 cv. A mais recente investida da marca italiana nesse segmento é o Bravo T-Jet, importado da Itália, com o mesmo motor do seu irmão menor, o Punto e que foi avaliado pelo site por duas semanas.

Os tempos bons não voltam, mas evoluem, e isso pôde ser comprovado durante o teste do Bravo T-Jet branco das fotos, cedido pela montadora. O hatch chama bastante atenção na rua, ainda mais nesta cor, que faz contraste com o teto solar e alguns apliques dos pára-choques pretos em conjunto com as enormes e belas rodas de aro 17. Para quem conhece bem o carro, ainda mais por ser bem raro nas ruas, a sigla T-Jet estampada na lateral direita da tampa do porta-malas e na grade dianteira no hatch médio da Fiat é um aviso de que debaixo daquele capô tem algo muito especial e que atrai muitos dos amantes de automóveis, pois indica que é uma versão turbo. Além dos faróis de duplo refletor com máscara negra, as pinças de freio pintadas na cor vermelha, maçanetas na cor da carroceria e a coluna central na cor preta, que realçam ainda mais o apelo esportivo. Como também a saída de escape dupla cromada.

O interior não ficou de fora dessa, por dentro, o “esportivo” ganhou detalhes exclusivos, que se destacam em relação às versões de entrada, como costuras vermelhas nos bancos, volante e na coifa da manopla do cambio. Destaque para as pedaleiras esportivas em alumínio, a cor vermelha também predomina nas bases internas dos bancos dianteiros e nos painéis das portas. Existe ainda a opção dos bancos em couro, cobrado à parte. Por dentro, a cor predominante é o preto, com acabamento de boa qualidade e plásticos agradáveis ao toque, com textura emborrachada em algumas áreas e apliques que imitam a fibra de carbono no painel e parte do console. O visual ganha também um ar mais sofisticado com o aplique de plásticos na cor cinza na base da alavanca de câmbio, nas portas e nos aros das saídas de ar do sistema de ventilação.

Ainda na parte interna o painel de instrumentos é bem resolvido e não deixa o motorista confuso, está tudo à mão. A ergonomia é um dos pontos altos desse modelo com destaque para a tela do computador de bordo, ao centro do painel de instrumentos, que exibe vários recursos para configuração como a pressão do turbo, a regulagem de altura dos fachos dos faróis entre outros. No centro do console central está o sistema de ar-condicionado digital com a opção de regulagem de temperatura diferenciada para condutor e passageiro e um difusor de ar específico para os passageiros de trás além do sensor crepuscular. Para facilitar a visão interna à noite, existe ainda luz de cortesia nos para-sóis, porta-malas e porta-luvas. O teto solar pode ser aberto através de um botão no teto, ao lado do retrovisor interno, e faz conjunto com um teto-solar traseiro que fica fechado o tempo todo e em apenas função estética.

A tecnologia a bordo é bem caprichada, o modelo top de linha do Bravo traz de série sistema Hill Holder (que segura o carro enquanto você arranca na subida) e controles de estabilidade e tração. Opcionalmente o cliente da marca pode acrescentar sistema de monitoramento da pressão dos pneus, que inclusive se manifestou durante o teste, alertando sobre a baixa pressão do pneu dianteiro esquerdo, que foi logo calibrado. E o Pack Safety, que traz airbags laterais e de cortina e bolsa inflável para proteger o joelho do motorista.

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3 Comentários

  1. Eu acho o carro muito bonito e realmente nessa cor ficou bem chamativo! Esse motor no Punto que é mais leve deve ser um canhão, mas o Bravo merecia um 1.6 turbo, que prvavelmente renderia entre 180 – 190cv e aí sim ficaria mais adequado ao porte dele. Achei o preço meio salgadinho, mas não podemos esquecer que é um carro de fato esportivo…

  2. Palmas para o carro, palmas para a Fiat, palmas para a reportagem… Mas essa modinha de carro branco, tinha que ser idéia de playboy mesmo. Cor sem alma, sem graça, sem sal. Cor de taxi em várias cidades do país, pois ERA a cor mais barata que tinha. Esse carro vermelho, amarelo e azul são quase perfeitos.

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