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Avaliação – Fiat 500 Cult 1.4 Evo 2012

Por dentro chamam a atenção os detalhes nas cores vermelho e branco do modelo avaliado, mas de fábrica o modelo vem com os detalhes na cor preta, aonde é branco neste. A mesma cor clara predomina no painel principal, volante, aro do painel de instrumentos, rádio, saída da ventilação central e nos comandos do ar-condicionado, que contrastam com a faixa vermelha no centro do painel e fazem conjunto com o plástico na cor preta na parte superior. Além de detalhes cromados espalhados por toda parte. O único problema fica por conta do exagero dos detalhes na cor branca aplicado no interior, que com o tempo fica sujo e encardido, como já podia ser visto no volante, que apresentava uma cor mais escura comparado com as outras partes do carro da mesma cor.

O espaço interno é reduzido, principalmente para quem vai atrás, pessoas maiores de 1,70 sentirão o aperto. Na frente, duas pessoas viajam com conforto e tranquilidade. Tirando esse desconforto para os passageiros, o modelinho é cheio de porta-objetos e tem todos os comandos à mão e fáceis de usar, a ergonomia é um dos pontos positivos desse compacto premium da Fiat. Já o porta-malas de apenas 185 litros deixa a desejar, limitando o pequeno 500 ao uso urbano, para viagens mais longas, é aconselhável viajar somente duas pessoas. Fácil mesmo é encontrar a posição de dirigir, o 500 oferece muitos ajustes do banco, como altura, inclinação e distância, assim como o volante, que tem a regulagem de altura.

O Fiat 500 Cult vêm equipado com o já conhecido motor 1.4 EVO bicombustível, o mesmo da linha Novo Uno/Palio, que rende 85 cv com 12,4 kgfm de torque a 3.500 rpm com gasolina e 88 cv com etanol a 5.750 rpm e torque de 12,5 kgfm, o propulsor se mostrou muito eficiente durante todo o teste, além de muito econômico, o consumo médio foi de 8,5 Km/l na cidade, com o ar-condicionado ligado o tempo todo, o baixo peso (1.061 kg na versão manual, 1.066 no Dualogic), ajudou a deixar o carrinho bem esperto, mostrando ser mais eficiente que no Novo Uno, por exemplo.

Em conjunto com o motor está à caixa de cambio automatizada de cinco velocidades, que deixa alguns furos literalmente no desenvolvimento do motor, as marchas dão trancos fortes o tempo todo, em todas as trocas, mesmo nas reduções, o que atrapalha um pouco o prazer de dirigir. A melhor forma de amenizar os trancos é usar o modo manual, onde o motorista pode aliviar o pé do acelerador ao passar as marchas, diminuindo consideravelmente os trancos.

Segundo a montadora, o Fiat 500 Mexicano sofreu pequenas mudanças nos elementos dinâmicos das suspensões, como na densidade das molas, capazes agora de reagirem com maior rapidez às mudanças nos pavimentos e absorvendo melhor os buracos das ruas brasileiras. O 500 Cult mostrou-se extremamente macio na maior parte do tempo do teste, oferecendo muita segurança ao motorista, mesmo em situações adversas, como curvas mais fechadas ou em asfalto mais escorregadio. Desta forma, o modelo foge daquela tradição norte-americana de carros com suspensão extremamente leves e que fazem o carro flutuar. O modelo conta também com controles de estabilidade e de tração e devido à posição das rodas, nas extremidades da carroceria, o 500 mostrou muita agilidade e estabilidade.

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Um Comentário

  1. Esse Fiat 500 é da hora, aliás essas rodas dele iam cair muito bem no meu Novo Uno, porém eu acho que mesmo ele vindo do México e com isso o preço ter caído pela metade, ele ainda é caro por se tratar de um carro que só transporta duas pessoas confortavelmente e quanto ao cambio automatizado dar trancos é uma pena, pois ele com isso confirma o apelido de “Trancologic” dado a ele.

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