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Avaliação – Citroën C4 Picasso 2.0 2011

Visando a modernidade em seus produtos,a Citroën sempre trás inovações, como é o caso do painel digital central, que apesar de muito bonito, deixa a desejar na hora de buscar alguma informações, a mais aparente é a do velocímetro, que exibe números grandes e de fácil visualização.

Porém, informações como consumo e outras encontradas no painel digital exige um pouco mais de esforço por parte do condutor, mas com o tempo é possível se acostumar com as informações e não perder maia tempo procurando o que deseja saber. O C4 Picasso oferece uma ótima ergonomia interna, como comandos bem localizados nas portas, vários porta-trecos espalhados por toda a cabine, em locais inusitados, entre outros mimos.

O acabamento é de boa qualidade, com plásticos bem ajustados e espumas macias na parte de cima do painel, assim como nas laterais das portas. O volante tem ótima empunhadura, com revestimento em couro e detalhes cromados nos arcos. Só peca na parte dos comandos de rádio, computador de bordo e piloto automático, pois devido volante girar só o arco, atrapalha na hora de usar esses recursos.

O porta-malas tem capacidade para 490 litros para a bagagem com os bancos traseiros em sua posição normal. Mas pode carregara até 1.775 litros de bagagem com os bancos abaixados. No porta-malas ainda existe uma lanterna portátil para emergências.

Por fora, o C4 Picasso chama a atenção com seu desenho inovador e característico da marca, o monovolume francês parece um Xsara Picasso mais moderno, com linhas mais futuristas e bem maior. De cara, é possível notar o teto em formato arqueado e as lanternas traseiras com desenho marcante, que invadem a tampa do porta-malas, e que ganharam contornos mais escuros, em relação ao modelo 2010.

Na frente o conjunto óptico foi renovado, com a introdução de LED’s na parte inferior dos faróis na linha 2011, assim como as novas rodas de liga leve de 17 polegadas com desenho único de 12 raios.

O motor não mudou e continua sendo o mesmo desde seu lançamento, está lá o velho conhecido 2.0 a gasolina, que rende 143 cavalos a 6.000 rpm e produz 20,3 kgfm de torque. O propulsor trabalha em conjunto com uma caixa automática de quatro velocidades, com o comando localizado na coluna de direção, o local escolhido é incomum e incomodou no início da utilização, mas com o uso diário, ficou mais fácil e até mais interessante que o convencional, que costuma ser sempre localizado entre os bancos dianteiros.

O conjunto motor/câmbio faz com que o desempenho do C4 Picasso seja apenas modesto, com arrancadas e retomadas lentas, mas chega a ser suficiente para carregar os 1560 kg do monovolume. O carro conta com um sistema de controle de estabilidade bastante rígido, que não permite escapada para os mais ousados ao volante. Apesar da suspensão ser bem firme o comportamento dinâmico é moderado para encarar curvas mais fechadas, existe uma pequena tendência a sair de frente. O consumo também não foi o melhor aliado do C4 Picasso, no computador de bordo, em percurso exclivamente urbano e com o ar-condicionado o tempo todo ligado, a melhor média foi de 5,5 Km/l.
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