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Avaliação – Chevrolet Sonic Hatch 1.6 16V Ecotec LTZ 2012 (manual)

Fotos: Marcus Lauria

O Sonic é um dos carros mais equilibrados da Chevrolet lançado nos últimos tempos no Brasil, o modelo chegou junto com a “onda” de renovação de todos os modelos da marca, que teve inicio com o Agile, em 2009. Nesses três anos de uma enxurrada de novidades, principalmente no visual da marca da gravata dourada, muitos foram e são criticados até hoje, pela ousadia nas linhas mais robustas da carroceria, principalmente na parte dianteira, onde a grade bi-partida tem proporções maiores e mais agressivas.

Avaliamos por uma semana o Sonic hatch na versão mais completa com câmbio manual, a LTZ. Lançado em maio deste ano, o modelo veio para competir no acirrado mercado de compactos Premium, que a cada ano vem ganhando mais força. O Sonic foi lançado oficialmente no Salão de Paris de 2010 como Aveo, e logo em seguida começou a ser vendido nos Estados Unidos. Importado da Coréia do Sul atualmente, em breve será fabricado no México. O motor flex foi desenvolvido em parceria com a GM brasileira, desde sua concepção.

O Sonic veio com o propósito de substituir o Astra (Hatch e sedã) e chega em duas versões de acabamento LT e LTZ, com câmbio manual de cinco velocidades ou automático de seis marchas (o GF6 usado no Cruze). Bem equipado, o Sonic vai usar deste atributo para cutucar a concorrência. A versão LT traz de série um pacote completo com ar-condicionado, dois air bags, direção hidráulica, ganchos Isofix no banco traseiro, roda de liga leve de aro 15, trio elétrico, ABS com EBD e CD-Player. Já a versão avaliada LTZ conta ainda com sensor de estacionamento, apliques cromados, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas e controle do rádio no volante.

Por fora a linhas destoam do novo DNA da marca e mostram forte criatividade da Chevrolet. O modelo foi desenvolvido na Coreia do Sul, porém, com auxílio de todos os centros de desenvolvimento da montadora no mundo, inclusive do Brasil. Montado sobre a plataforma Gamma II, o Sonic mostra que tem personalidade própria. Na dianteira, destaque para os faróis sem projetor com acabamento na cor preta, que ficam expostos, já a grade lembra muito os atuais modelos da Mitisubishi.

Ainda na frente, a mesma grade é cortada por um filete, onde fica a famosa gravatinha dourada, e o para-choque conta com faróis de neblina incorporados em formato arredondado. A carroceria revela muitos vincos espalhados por toda parte, criado um aspecto mais robusto. Uma curiosidade é a maçaneta de abertura da porta traseira, que fica escondido na parte preta ao lado do vidro. Receita para atrair um público mais jovem.

Na parte interna a Chevrolet usa o conceito de “dual cockpit”, uma cabine com espaços distintos para motorista e passageiro, aumentando ainda mais a sensação de espaço. Os bancos confortáveis descem quase até o assoalho e são dotados de apoio lateral saliente. O espaço é bem aproveitado, destacando o conforto, tanto para quem vai à frente, quanto aos passageiros dos bancos traseiros. O porta-malas é pequeno e suporta até 265 litros, com os bancos rebatidos, pode comportar 653 litros.

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Um Comentário

  1. Só vou dizer uma coisa: se os carros com o estilo mais bonito de carroceria de uma montadora são aqueles que estão em linha há mais de 10 anos é sinal que essa montadora precisa urgente rever sua ideia de design…

    Nada mais…

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