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Avaliação – Chevrolet Cruze 1.8 16V LTZ 2012

Os bancos de couro sintético bege são firmes, confortáveis e envolventes, deixando o motorista bem á vontade, assim como os passageiros, que não sofrem mesmo em viagens mais longas. O Cruze trás de série ar-condicionado com comandos eletrônicos e inclui função AQS (Air Quality System), que mede a qualidade do ar externo e ativa a recirculação do ar, em caso do mesmo estar poluído. Outro item que faz parte do pacote LTZ é o muito útil sistema de entretenimento integrado, onde uma tela de 7 polegadas, localizada no console central tem um sistema de navegação com mapas do Brasil e da Argentina e permite configurar e personalizar os sistemas de som, telefonia, navegação e do próprio carro. Além de rádio com leitor de CD e MP3 integrado a um sistema Premium de áudio que inclui uma entrada USB para conexão de dispositivos móveis.

Por dentro também não faltam porta-trecos localizados nas laterais das portas e console central, além de tomada de 12V, apoio de braços regulável, que inclui uma entrada USB e entrada auxiliar para ligar dispositivos móveis, porta-copos nas portas, com capacidade para acomodar uma garrafa de 1,5 litro (dianteiras) ou de 0,5 litro (traseiras), suporte para óculos, sistema de partida do motor e abertura das portas sem chave, volante com comandos de som, telefonia e piloto automático entre outros. Apesar de um certo requinte, a impressão que se tem, é que os materiais são muito sensíveis e podem se quebrar a qualquer momento, mas com o uso diário essa impressão passa e o conforto à bordo passa a ser bem agradável.

Sob o capô o inédito motor 1.8 litro Ecotec 6 (derivado do Ecotec 2.4 do Malibu), com cabeçote de alumínio com duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT), com variação do tempo de abertura das válvulas de admissão e de escape, coletor de admissão variável, bielas forjadas, ao invés de fundidas e bomba d’água montada no bloco e não é acionada pela correia dentada, como em motores convencionais. O propulsor rende exatos 144 cavalos quando abastecido com etanol e 140 com gasolina, ambas a 6.300 rpm. E um torque máximo, com etanol, de 18,9 kgfm a 3.800 rpm. Com gasolina, o torque é de 17,9 kgfm, na mesma rotação, sendo que 90% do torque já está disponível nas 2.200 rpm. As acelerações são lineares, mas o câmbio dá uns trancos que incomodam bastante, principalmente nas reduções. O motor também se mostrou um pouco barulhento, pode-se ouvir claramente o barulho dentro do carro.

Segundo a montadora, o Cruze faz de 0 a 100 km/h em apenas 11,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 197 km/h, quando abastecido com etanol. Em conjunto está uma caixa de câmbio automática com seis velocidades e a opção de mudanças no modo seqüencial, que se adapta ao estilo de condução do motorista e conta com um sensor de inclinação que modifica as marchas segundo a necessidade. O consumo médio, marcado no computador de bordo, foi de de 6,5 Km/l, com etanol, o modelo rodou os mais de 300 quilômetros nos centros urbanos com o ar-condicionado ligado o tempo todo.

O Cruze conta com uma suspensão afinada, para melhor atender as condições do nosso piso e principalmente o gosto do brasileiro, durante o teste, o modelo se comportou muito bem nas curvas, mantendo a trajetória o tempo todo, mesmo em velocidades mais altas. Porém, as ruas esburacadas fizeram com que os ocupantes do sedan sofressem com as pancadas secas, que incomodaram bastante, que podem ter sido agravadas devido as rodas de aro 17 com pneus 225/50, de perfil baixo. Para maior segurança dos ocupantes, estão disponíveis cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes, airbags frontais para o condutor e o passageiro, airbags de cortina, nas laterais nos bancos e pedais desarmáveis. Além de freios ABS com assistência a frenagem de pânico (PBA),

O Cruze é produzido em São Caetano do Sul (SP), mas o índice de nacionalização será de apenas 30% no começo, com motor e câmbios (manual e automático) importados. O sedan chega a partir de R$ 67.900 para a versão de entrada LT, um valor um pouco maior que a concorrência, passando para R$ 69.900 na versão automática. Já a versão avaliada LTZ, disponível apenas com cambio automático custa R$ 78.900, sem opcionais, e se diferencia da LT pelas maçanetas, retrovisores e friso traseiro cromados, além dos itens de série exclusivos.
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4 Comentários

  1. Parabéns pela avaliação.

    Sobreo Cruze, eu achei o design dele mt legal, agressivo e moderno, só não gostei muito das lanternas traseiras, poderiam ser mais quadradas pra harmonizar mais com o conjunto. Esse comentário que vc fez sobre esses botões do ar condicionado, não sei porque as montadoras acharam isso legal, é muito estranho, destoa do painel…

    Esse caro seria uma ótima opção, se não fosse o preço… tá bem salgadinho pra competir com Corolla, Civic… Eu acho que inicialmente ele terá de brigar primeiramente com o Sentra e em seguida 408 pra tentar alguma coisa.

  2. Ah, uma dica também, porque você não coloca fotos em alta resolução ao clicar nas imagens na página? Quando se clica na foto ela abre em uma nova janela, porém no mesmo tamanho que estava na matéria, meio sem lógica isso…

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