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Análise GP da China de F1 – Temporada 2016, Corrida 03

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Estou me tornando repetitivo, mas deu Rosberg outra vez. Essa talvez tenha sido a corrida mais fácil para o alemão até aqui, mesmo com o “susto” que levou ao ver Ricciardo assumir a ponta na largada. Mas o pneu traseiro esquerdo do australiano não colaborou e estourou, obrigando o piloto sorridente a abandonar a ponta e seguir para os boxes. Sua situação teria sido pior, não fosse pelo Safety Car que entrou logo em seguida para permitir a limpeza de detritos e, por sua vez, causou um rebuliço na corrida.

Com a bandeira amarela, os pilotos que largaram com pneus supermacios seguiram para os boxes, deixando na pista apenas aqueles que largaram com compostos macios. Esse foi o caso de Rosberg, que continuou na liderança, trazendo ninguém menos que Felipe Massa (que largou em décimo) à sua cola. Confesso que imaginei Massa pressionando Rosberg na relargada, mas o milagre durou pouco, e o brasileiro logo estava andando 7 segundos atrás da Mercedes. De qualquer forma, o mais impressionante com essa bandeira amarela foi ver Wehrleim e Haryanto dando trabalho para outros pilotos passarem as MRTs.

E o Hamilton? Se o começo de temporada para o inglês estava ruim, na China ficou ainda pior. Largando em último após não marcar tempo por um problema no ERS durante a Qualificação, o piloto até que largou bem dessa vez mas, uma vez envolvidos por carros de todos os lados, acabou se chocando com a Sauber de Felipe Nasr na primeira curva e perdeu o bico. Não teve outra saída que não fosse parar nos boxes e, se não fosse pela bandeira amarela, teria chegado em uma posição pior que o sétimo lugar. Por sinal, no final da corrida Hamilton teve que assistir Raikkonen e Ricciardo lhe ultrapassarem e, de quebra, ultrapassarem Felipe Massa, que por sua vez segurou o inglês o quanto pôde, ou melhor, até o carro (ou a motivação) de Hamilton decidir que o sétimo lugar estava bom para quem largou em último.

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Dessa vez não teve show da Haas, que viu Gutierrez chegar apenas em décimo quarto, melhor posição da equipe na corrida. E o milagroso Grosjean? Chegou apenas em décimo nono. Não houve qualquer problema visível ou acidente que causasse o infortúnio da equipe, foi culpa apenas da realidade, ou seja, o carro não é tão incrível quanto parece. Incrível mesmo é o Pascal Wehrleim (18o), que conseguiu colocar sua Manor à frente da Haas de Grosjean, da Sauber de Felipe Nasr (20o), do seu companheiro de equipe Haryanto (21o) e de Joylon Palmer que deixou a Renault em último lugar.

Marcus Ericsson (16o) fez o melhor que foi possível com sua Sauber, chegando à frente de Kevin Magnussen com a Renault. Essas duas equipes precisam melhorar muito, mas há indícios de um novo motor Renault a caminho, o que deve dar vida melhor à sua equipe homônima. Quanto à Sauber, os melhores rumores dão conta que a Ferrari pode reviver a Alfa Romeo no futuro, e comprar a endividada Sauber pode ser o caminho das pedras.

McLaren continua com dificuldades de marcar pontos, mas ainda melhor do que o ano passado. O dolorido Alonso (12o) chegou logo à frente de seu companheiro Jenson Button. À frente deles chegou Sérgio Perez (11o), com uma Force India que parece ter mais a mostrar do que apresentou até agora. Por falar nisso, Nico Hulkemberg pagou o pato por uma estratégia ruim da equipe, que fez o alemão andar devagar demais nos boxes enquanto trocava os pneus de Perez e, com isso, causou uma punição ao piloto, que chegou em 15o.

A STR continua consistente, com seus dois pilotos jovens figurando entre os que marcaram pontos. Verstappen (8o) novamente chegou à frente de Sainz (9o), enquanto os dois chegaram à frente de um desanimado Bottas (10o) que ainda não se entendeu com o carro da Williams para essa temporada. Felipe Massa, por sua vez, fez uma bela corrida com direito a uma boa largada (pulando de décimo para sétimo) e uma boa estratégia nos boxes (com uma parada incrível de 2,1 s) que lhe permitiu ter fôlego para segurar Hamilton no final e chegar no sexto lugar.

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Quem está surpreendendo esse ano é a RBR. Mesmo com um motor que continua não sendo dos melhores, o acerto do carro está infinitamente melhor que no ano passado. Ricciardo chegou em 4o, dando show com várias ultrapassagens e, só não ficou melhor por causa do infortúnio no começo da corrida. Logo à sua frente estava Kvyat, que finalmente conseguiu terminar uma corrida, levando de brinde um belo pódio.

As Ferrari protagonizaram um acidente no começo da corrida, que mandou Raikkonen para os boxes e deixou Vettel com uma asa dianteira danificada. Ponto para o finlandês, que abusou das ultrapassagens e chegou em quinto lugar. Ponto também para Vettel, que foi consistente e rápido durante toda a prova e alcançou o segundo lugar, embora sem qualquer chance de incomodar o vencedor da prova Nico Rosberg.

Teorias da conspiração dão conta que Nico está sendo favorecido em 2016, assim como Hamilton talvez tenha sido favorecido em 2015 e no final de 2014. Para quem não se lembra, 2014 começou com um passeio de Rosberg e uma sucessão de azares de Hamilton mas, no final, quem saiu vencedor? Pois é, embora a diferença de pontos entre eles seja grande, a temporada mal começou.

Conforme prometido em nossa primeira edição, segue a atualização do EST (Expectativa de Sucesso na Temporada).

Mercedes: EST 9,8 de 10 (+ 0,4)
Ferrari: EST 9,0 de 10 (+ 0,1)
RBR: EST 8,0 de 10 (+ 0,8)
Williams: EST 7,2 de 10 (+ 0,2)
STR: EST 6,4 de 10 (+ 0,2)
Haas: EST 3,0 de 10 (- 3,0)
McLaren: EST 3,0 de 10 (+ 0,0)
Renault: EST 2,5 de 10 (- 1,0)
Force India: EST 2,0 de 10 (- 0,5)
MRT: EST 0,5 de 10 (+ 0,0)
Sauber: EST 0,1 de 10 (- 0,4)

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