Produção de motos recua em setembro

Postado em: 10, outubro 2017 por Redacao

Dados da ABRACICLO, Associa√ß√£o Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mostram que foram produzidas 76.668 motocicletas em setembro, o que representa recuo de 4,4% sobre o m√™s de agosto (80.192). Na compara√ß√£o com o igual per√≠odo de 2016 (80.509) a retra√ß√£o foi de 4,8%. Os n√ļmeros referentes aos nove primeiros meses do ano tamb√©m indicam uma queda: no per√≠odo sa√≠ram das linhas de produ√ß√£o 652.192 motocicletas, correspondendo a um recuo de 8,5% na confronta√ß√£o com o ano anterior (712.999).

Em setembro, o desempenho de vendas no atacado ‚Äď para as concession√°rias ‚Äď tamb√©m foi inferior a agosto, com 63.428 unidades repassadas √†s lojas, o que representa um recuo de 12,8% sobre as 72.778 unidades comercializadas no m√™s anterior. Na compara√ß√£o com o mesmo m√™s de 2016, a queda √© de 16,8% (76.268). J√° no acumulado do ano, o recuo √© de 11,7%, com 603.351 em 2017 ante 683.453 no ano passado.

‚ÄúEmbora os n√ļmeros ainda sejam negativos, o n√≠vel de estoques de determinados modelos nas concession√°rias √© insuficiente para atender ao mercado, o que pode ter contribu√≠do para limitar o crescimento das vendas no varejo. Isto sinaliza a necessidade de adequa√ß√£o dos n√≠veis de produ√ß√£o atual √† demanda‚ÄĚ, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. Segundo Fermanian, outros fatores que poder√£o contribuir para um cen√°rio mais animador, a partir de agora, s√£o o Sal√£o Duas Rodas 2017, que ocorrer√° de 14 a 19 de novembro em S√£o Paulo, o pagamento do 13¬ļ sal√°rio e a chegada do ver√£o. ‚ÄúS√£o importantes acontecimentos que aumentam o interesse dos clientes pela compra de motocicletas‚ÄĚ, diz.

Os volumes de exporta√ß√Ķes do segmento de motocicletas continuam a subir e totalizaram 11.208 unidades em setembro, alta de 160,8% na compara√ß√£o com o mesmo m√™s do ano passado (4.298) e aumento de 54,8% sobre agosto (7.239). No acumulado, o volume de motocicletas enviadas para outros pa√≠ses foi de 59.244 unidades, 35,4% superior aos 43.752 embarques registrados em 2016. O principal destino das motocicletas exportadas ainda √© a Argentina.

Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, as vendas para o varejo totalizaram 66.209 unidades, queda de 13,3% sobre as 76.336 mil motocicletas emplacadas em agosto. Na comparação com setembro do ano passado* (66.822 unidades) foi verificada praticamente uma estabilidade, já que houve recuo de somente 0,9%. Nos nove primeiros meses de 2017 a redução foi de 6,9%: 640.063 licenciamentos em 2017 e 687.280 no ano passado. A média diária de vendas em setembro ficou estável, com 3.310 motocicletas, ou seja, apenas 0,3% menor na comparação com a média de 3.319 unidades registrada em agosto. Contudo, na comparação com setembro do ano passado (3.182) deu um salto de 4%.

Com os resultados apurados nos nove primeiros meses, a expectativa da ind√ļstria, a partir de agora, √© fechar o ano com 885.000 unidades produzidas, o que representa estabilidade com rela√ß√£o a 2016, quando foram fabricadas 887.653 motocicletas. A previs√£o inicial era de um leve crescimento, de 2,5%, chegando a 910.000 at√© dezembro.

J√° o volume para as vendas no atacado foi revisado para baixo: o que se espera √© 813.000 unidades at√© o √ļltimo m√™s do ano, ou seja, queda de 5,4% na confronta√ß√£o com 2016. Antes, era previsto um recuo de 4%, com 825.000 motos vendidas √†s concession√°rias.

No que diz respeito √†s vendas para o varejo, a redu√ß√£o chegar√° a 4,4%, devendo fechar dezembro com 860.000 emplacamentos. O esperado era alcan√ßar 890.000, sendo uma queda de 1,1%.     

Para as exporta√ß√Ķes o cen√°rio ainda √© de crescimento, contudo com um volume menor do que era previsto: crescimento de 35,5% para o ano, atingindo 80.000 unidades. No come√ßo de 2017 a ind√ļstria vislumbrava um acumulado de 93.000 unidades, o que representaria alta de 57,6%.

Mesmo com estas revis√Ķes, h√° grande probabilidade de retomada do  crescimento a partir de 2018. ‚ÄúCom infla√ß√£o controlada, abertura de novas vagas de emprego e redu√ß√£o das taxas de juros j√° √© poss√≠vel deslumbrar um cen√°rio melhor para o pr√≥ximo ano‚ÄĚ, comenta Fermanian. 

Fonte: SD&PRESS Consultoria

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