Avaliação РRenault Captur Intense 2.0 16v Aut. 2018

Postado em: 30, junho 2017 por Marcelo Silva

Fotos: Marcus Lauria

O Captur é um carro muito importante para a Renault. Em pleno crescimento no mercado brasileiro, a marca francesa vê no Captur uma ótima chance de fazer frente aos mais recentes SUVs/Crossovers do mercado. Sim, o Duster ainda existe, e ele faz um bom papel duelando com o Ford EcoSport, mas é fato que o Duster pouco pode fazer diante de Honda HR-V, Hyundai Creta e outros, por melhor que ele seja.

Para o mercado brasileiro, o Captur se valeu da plataforma do Duster, mas h√° tanta modernidade visual na carroceria que se torna quase imposs√≠vel tra√ßar parentescos com o Duster, exceto pelo emblema da marca. Na dianteira, o Captur traz a nova identidade visual da marca, bem harm√īnico, e conta ainda com DRLs na lateral dos para-choques.

Seu estilo √© parrudo, seus √Ęngulos de entrada/sa√≠da (23/31 graus) s√£o generosos, bem ao estilo SUV, mas os pneus 215/50 com as vistosas rodas diamantadas aro 17 deixam bem claro que o Captur prefere asfalto, tanto que n√£o possui (at√© o momento) vers√£o 4WD. J√° na traseira est√° o √ļnico elemento que remete ao Duster, o nome do carro na moldura cromada da placa, mas √© s√≥ isso, pois as lanternas s√£o exclusivas e igualmente harmoniosas.

Do lado de dentro faz falta a ousadia visual vista no exterior. O painel tem layout simples e pl√°sticos duros, mas bem encaixados. A central multim√≠dia √© a completa MediaNAV, mas ainda fica devendo Android Auto/Apple CarPlay. Os bancos s√£o confort√°veis, e seriam mais bonitos se fossem revestidos em couro (opcional de R$ 1.500). A ergonomia poderia ser melhor se houvesse regulagem em profundidade da coluna de dire√ß√£o, mas a posi√ß√£o de dirigir √© aquela que se espera de um carro moderno. H√° um bom espa√ßo interno no carro, tanto na dianteira quanto na traseira. O porta-malas abriga bons 437 litros.

Bem equipado, o Captur Intense 2.0 traz itens interessantes, como controles de tração/estabilidade, 4 airbags, partida sem chave, cruise control e ar-condicionado automático. Seu preço é de R$ 91.900, e bem que o carro merecia itens adicionais de segurança ativa, como frenagem automática ou freios a disco na traseira. Airbags de cortina também seriam interessantes.

A posi√ß√£o de dirigir √© elevada, e isso faz com que a visibilidade seja muito boa, tanto pela √°rea envidra√ßada quanto pelos retrovisores. H√° c√Ęmera de r√© e sensores de estacionamento para auxiliar as manobras. O di√Ęmetro de giro de 10,7 m √© digno de carros menores, e ajuda na tarefa de manobrar o Captur, mas a dire√ß√£o eletro-hidr√°ulica n√£o √© das mais leves.

Na versão que testamos, o Captur traz sempre a combinação entre o motor 2.0 16V F4R (que rende 143/148 cv @ 5.750 rpm de potência e 20,2/20,9 kgfm @ 4.000 rpm de torque) e a transmissão automática de 4 velocidades, que embora seja suave e esperta nas trocas, fica aquém do que espera-se de uma caixa automática nos dias de hoje. Em paralelo, a versão Intense 1.6 conta com transmissão CVT, e não por acaso é nela que a Renault aposta a maioria de suas fichas.

O motor 2.0 conta com as melhorias que a linha Duster/Oroch recebeu no final do ano passado, que s√£o os componentes internos com menor atrito, uso de lubrificante mais fino, sistema de recupera√ß√£o de energia para carga do alternador e fun√ß√£o ECO para consumir menos combust√≠vel. Na pr√°tica, o c√Ęmbio antiquado joga contra o Captur, que teve rendimento de 5,8 km/l de etanol na cidade e 9 km/l na estrada em nosso teste. E o desempenho tamb√©m fica prejudicado, levando 12,2 s no 0-100 km/h.

Rodando com o Captur na cidade n√£o se nota as defici√™ncias do c√Ęmbio. O carro flui de forma suave, acelerando de forma decidida caso necess√°rio. Seu isolamento ac√ļstico √© √≥timo, deixando os ocupantes do carro alheios ao que ocorre no mundo exterior. Suas suspens√Ķes s√£o bem calibradas para o asfalto castigado de nossas cidades, mas h√° um pouco de aspereza em lombadas, talvez culpa dos pneus de perfil baixo e rodas grandes.

J√° na estrada, o motor se mostra suficiente para carregar o Captur, mas o c√Ęmbio fica um pouco indeciso em subidas (algo amenizado por trocas sequenciais). O bom ajuste de suspens√£o se traduz em equil√≠brio exemplar, com pouca rolagem de carroceria e aptid√£o excelente para contornar curvas de raio variado. Os freios s√£o eficientes mesmo com tambores na traseira. Por√©m, h√° uma falta grave no carro, que s√£o os golpes dados pela dire√ß√£o no bra√ßo do motorista, sempre que h√° asfalto ruim ou ondula√ß√Ķes em uma curva. Alguns desses golpes s√£o muito fortes, e podem ser um problema para mulheres e/ou idosos.

De forma geral, o conjunto do Captur √© agrad√°vel, e a vida a bordo dele √© boa, tanto no quesito conforto quanto no quesito status, algo que os donos de SUVs/Crossovers tanto prezam. Mas devido ao pre√ßo elevado e ao c√Ęmbio antiquado, a melhor op√ß√£o do Captur tende a ser o 1.6 com c√Ęmbio CVT, que esperamos avaliar em breve.

CONFIRA NOSSO V√ćDEO: https://www.youtube.com/watch?v=Yc74vt6A-hM

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