Coluna Drigo‚Äôs Garage ‚Äď Mercedes-Benz V12: Parte 1

Postado em: 20, março 2017 por Rodrigo Rangel

Ol√°, pessoal! Aqui estamos novamente na Drigo’s Garage! Espero que todos tenham tido um bom Carnaval!
No artigo anterior, vimos a hist√≥ria dos BMW V12, desde os primeiros motores, de antes da 1¬™ Guerra Mundial, at√© a gera√ß√£o atual dos turbinados com inje√ß√£o direta. Mas no meio destes textos, houve uma men√ß√£o espec√≠fica de um concorrente: a marca da estrela de tr√™s pontas, Mercedes-Benz, e seu M120, que estreou na gera√ß√£o W140 do Classe S, lan√ßada em 1991. Hoje vamos falar sobre ele e as gera√ß√Ķes posteriores.
Obviamente, a Mercedes-Benz tamb√©m tem longa tradi√ß√£o em motores V12, atrav√©s da Daimler-Benz, a joint-venture que foi o resultado de um acordo de interesses m√ļtuos assinado em 1¬ļ de maio de 1924, entre a Daimler Motoren Gesellschaft (Daimler Motor Company), que fora fundada por Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, e a Benz & Cie., de Karl Benz. No caso da primeira, ambos os fundadores j√° n√£o faziam parte da companhia quando o acordo foi assinado; Daimler havia falecido em 1900 e Maybach deixara a empresa em 1907.
Apesar do acordo, as empresas continuaram fabricando seus automóveis e motores separadamente por mais de 2 anos, até 28 de junho de 1926, quando finalmente elas se fundiram e passaram a usar o nome Mercedes-Benz em seus automóveis, mas os motores aeronáuticos permaneceram como Daimler-Benz.
Ao longo dos anos 30 e 40, a Daimler-Benz produziu a fam√≠lia DB600 de motores V12 invertidos e refrigera√ß√£o l√≠quida, que equiparam in√ļmeros avi√Ķes de todos os tipos, como o Messerschmitt BF/Me 109, Junkers Ju 288, Heinkel He 177, entre v√°rios outros. Al√©m disso, tamb√©m foram produzidos sob licen√ßa na It√°lia e Jap√£o, equipando outros avi√Ķes famosos destes pa√≠ses, como o Macchi C.202 e o Kawasaki Ki-61, respectivamente.

Daimler-Benz DB601A preservado em museu

Pulando pros tempos mais atuais…
Em 1991, a Mercedes-Benz lan√ßou a nova gera√ß√£o do Classe S, a W140, em resposta √† BMW S√©rie 7 E32, de 4 anos antes. Era um carro superlativo em todos os sentidos. Estava bem maior, mais imponente e pesada que todas as gera√ß√Ķes anteriores.

Mercedes-Bens Classe S W140

Como a BMW havia lan√ßado seu s√©rie 7 com um V12, nada mais justo que a marca de Stuttgart responder √† altura. E eles responderam…com o M120.

Mercedes-Benz M120: o futuro cora√ß√£o do Pagani Zonda em todas as suas vers√Ķes

O Classe S j√° era um cruzador das autobahnen, as famosas autoestradas sem limite de velocidade, mas a Mercedes-Benz o elevou ao patamar de SUPER na gera√ß√£o W140, praticamente um esportivo disfar√ßado de sed√£ de luxo. Numa √©poca em que superesportivos como o Ferrari 512TR tinha 428 cv e o Lamborghini Diablo chegava aos 490 cv, a Mercedes simplesmente entregou um sed√£ com um V12 de 6 litros (di√Ęmetro x curso: 89 mm x 80,2 mm), bloco em alum√≠nio com camisas em AluSil (liga de alum√≠nio/sil√≠cio), cabe√ßote em alum√≠nio, bielas em a√ßo forjado, comando duplo nos cabe√ßotes (DOHC) com acionamento por corrente, sendo o de admiss√£o vari√°vel, 4 v√°lvulas por cilindro e taxa de compress√£o de 10:1, que debitava 408 cv a 5.200 rpm e 59,2 kgfm a 3.800 rpm! O √Ęngulo entre as bancadas era de 60¬į, garantindo m√°xima suavidade de funcionamento. Esta vers√£o tinha o c√≥digo 120.980 e utilizava sistema de igni√ß√£o Bosch LH-Jetronic (LH 4.1), com o uso de dois sensores de massa de ar por fio quente (hot wire) e dois distribuidores.
O motor era forte o bastante pra puxar as 2,2 toneladas do 600 SEL, de entre-eixos alongado, até os 100 km/h em apenas 6 segundos, chegando a 250 km/h limitados eletronicamente. Sem o dispositivo, o sedã podia bater nos 280 km/h; o cupê (C140), lançado em outubro de 1992, podia ir ainda mais rápido, chegando a 288 km/h (novamente, sem limitador).

A fera e seu coração

Em setembro de 1992, para reduzir consumo e poluentes, o M120 recebeu uma nova calibra√ß√£o eletr√īnica, reduzindo a pot√™ncia e torque para 394 cv e 58,1 kgfm, nas mesmas rota√ß√Ķes de antes. Esta vers√£o recebia o c√≥digo 120.981 e usava a mesma centralina que o anterior. A partir de setembro de 1995, a vers√£o 120.983 substituiu o 981. A mudan√ßa era devido ao uso de uma nova central Bosch Motronic (ME 1.0) totalmente eletr√īnica, sem distribuidor e com uma bobina para cada cilindro.
O M120 foi produzido para os modelos Mercedes-Benz at√© 1998, quando foi substitu√≠do pelo M137. Mas a hist√≥ria deste motor n√£o termina aqui. A AMG produziu algumas vers√Ķes muito especiais deste motor na d√©cada de 90, que equipou alguns dos Mercedes mais exclusivos do mundo.
No primeiro “est√°gio”, a empresa oferecia um pacote de performance que elevava a pot√™ncia e torque para 440 cv e 61,2 kgfm, gra√ßas a comandos de v√°lvulas mais bravos, novos pist√Ķes que elevavam a taxa de compress√£o, bielas e um remapeamento da central eletr√īnica.
Na fase dois, um kit stroker entrava na receita, elevando a cilindrada para 7 litros e a pot√™ncia/torque para 496 cv e 73,4 kgfm. O motor recebia codinome M120 E70. Os modelos com este setup passavam a se chamar ‘x70 AMG’ (S70, SL70, etc.). O S70 AMG conseguia alcan√ßar os 100 km/h em 5,2 segundos e chegar a 300 km/h…isso tudo usando um c√Ęmbio autom√°tico de 5 marchas e pesando mais de 2 toneladas…nos anos 90.
*pausa dram√°tica*
O n√ļmero de exemplares convertidos √© estimado entre 15 e 18 unidades, todas feitas sob encomenda. Outras fontes afirmam em 112 exemplares montados entre 1996 e 1998.
Em agosto de 2016, este exemplar 1998 apareceu √† venda por 69 mil d√≥lares na Noruega, valor considerado uma fortuna por um W140, no exterior. No an√ļncio ainda h√° a men√ß√£o de outro exemplar, de 1997, √† venda no Reino Unido por pouco mais de 23 mil d√≥lares.
http://germancarsforsaleblog.com/1998-mercedes-benz-s70-amg/

S70 AMG 1998

Quase 500 cv…se antes o M120 chegava perto do Lamborghini Diablo, essa vers√£o de 7 litros ficava lado a lado. E tudo isso com uma suavidade e, ao mesmo tempo, brutalidade √≠mpares.

Muito impressionante, mas espere, tem mais!
Para aqueles que n√£o se contentavam, havia a op√ß√£o da fase tr√™s…a cilindrada subia para 7,2 litros, com a pot√™ncia e torque subindo para 515 cv a 5.900 rpm e 75,5 kgfm a 4.000 rpm! Esta vers√£o do V12 se chamava AMG M120 E72 e, obviamente, os modelos equipados com ela se chamavam 72 AMG.
O canto do cisne vem na fase quatro, com as vers√Ķes 73. Como o nome j√° diz, a cilindrada subia para 7,3 litros, a maior j√° oferecida no M120. A pot√™ncia subia para 525 cv a 5.500 rpm e o torque pra 76,5 kgfm a 4.000 rpm. O n√ļmero total de exemplares ’73 AMG’ em todas as carrocerias (S, SL, CL, etc.) √© desconhecido, mas fontes afirmam que 85 exemplares do SL73 foram produzidos. Mesmo pesando mais de 2 toneladas, o SL73 ia de 0 a 100 km/h em apenas 4,8 segundos, com m√°xima superior a 300 km/h.

 

SL73 AMG

Um dos V12 mais bonitos, na minha opini√£o

https://www.youtube.com/watch?v=LFNc3ouxQiA
Video com teste do SL73, em alem√£o.

As informa√ß√Ķes sobre esses carros s√£o um tanto escassas e √†s vezes conflitantes, tanto que √© poss√≠vel encontrar os mesmos valores de pot√™ncia/torque divulgados pro 7.3 em folhetos do 7.2. Se havia diferen√ßa, acredito que seja muito pouca, at√© porque o aumento de cilindrada √© pequeno, neste caso espec√≠fico.
Um fato interessante √© que a maioria dessas convers√Ķes eram feitas na filial japonesa da AMG, como inclusive pode ser visto no v√≠deo abaixo em 4:42, o adesivo de aviso de velocidade na soleira de porta em japon√™s. Ali√°s, bel√≠ssimo este S72 AMG Coupe de 1996, cuja combina√ß√£o de cores √© muito feliz, cl√°ssica verde-m√©dio por fora com interior bege e abund√Ęncia de couro e madeira.
https://www.youtube.com/watch?v=x6BsAxg12zw

Aqui, outro exemplar do mesmo carro, mas prata, fazendo um teste de aceleração de 0 a 256 km/h.
https://www.youtube.com/watch?v=x-axltDscWE

E aqui, um walkaround de um SL70 1997, branco, com apenas 46.000 km.
https://www.youtube.com/watch?v=G_lwNB76p9M

Uma coisa √© fato confirmado: estes est√£o entre os AMG’s mais exclusivos que existem.

O M120 continuou sua vida no Zonda, até 2011 (oficialmente). Falaremos dele no futuro.

Em 1998, atendendo às críticas da mídia e consumidores, que consideravam a W140 muito abrutalhada, a Mercedes-Benz lançou a nova geração W220, mais leve e externamente menor do que a anterior. Apesar disso, o interior conseguia ser mais espaçoso. O estilo seguia a escola iniciada pelo Classe A, de 1997, com predomínio de formas arredondadas tanto por fora como por dentro.

Mercedes-Benz S500L (V220)

Em 1999, veio o S600 e seu irm√£o cup√™, o CL600 de gera√ß√£o C215, ambos estreando um novo V12, o M137. Com 5,8 litros (di√Ęmetro x curso: 84 x 87 mm), √Ęngulo de 60¬į entre as bancadas, cabe√ßotes em alum√≠nio com comando simples (SOHC), 3 v√°lvulas por cilindro (configura√ß√£o que a Mercedes considerava ideal na √©poca), camisas de cilindro em AluSil, inje√ß√£o de combust√≠vel sequencial, duas velas por cilindro, roletes de alum√≠nio para acionamento das v√°lvulas, al√©m de taxa de compress√£o de 10:1, a pot√™ncia baixava para 367 cv a 5.500 rpm, com torque de 54 kgfm a 4.250 rpm. O M137 possu√≠a um sistema de desativa√ß√£o de cilindros em que, com baixas cargas e rota√ß√£o abaixo de 3.000 rpm, os 6 cilindros da bancada esquerda eram desligados para reduzir consumo e emiss√Ķes. O M137 tamb√©m foi aplicado na limusine S600 Pullman, c√≥digo VF220.

M137; menor que o anterior M120, mas ainda muito competente

S600 Pullman (VF220), o maior Classe S disponível

https://www.youtube.com/watch?v=grjg6kAeKyk
Vídeo de um belo S600 Sport 2001 à venda na época do vídeo (2007), com pouco mais de 17.200 km rodados.

https://www.youtube.com/watch?v=2Rq_IEOnwd4
https://www.youtube.com/watch?v=I5ZIomet8Yk
Ronco digno de Formula 1! Como um conjunto de escape bem projetado pode fazer a diferen√ßa…

Por apenas um m√™s, em novembro de 2001, a AMG ofereceu o S e CL63, em tiragem extremamente limitada. N√ļmeros de produ√ß√£o, como frequentemente nesse universo de modelos de baixa produ√ß√£o, n√£o s√£o exatos, mas √© dito que o CL63 dessa gera√ß√£o √© um dos modelos mais raros dessa linhagem e teve apenas 26 exemplares produzidos. Na verdade eles n√£o foram oferecidos pela Mercedes-Benz, sendo disponibilizados APENAS pela AMG, e apenas na Europa e √Āsia. Na √©poca, a nomenclatura dos modelos ainda tinha rela√ß√£o com as motoriza√ß√Ķes, ent√£o isso significa que o M137 ganhava um aumento de cilindrada para 6,3 litros mediante novos pist√Ķes, bielas e virabrequim, com di√Ęmetro x curso passando para 84,5 x 93 mm, na ordem. Gra√ßas a isso, uma nova central de inje√ß√£o, comandos de v√°lvulas especiais e otras cositas m√°s, a pot√™ncia subia para 444 cv a 5.500 rpm, com torque de monstruosos 63,2 kgfm a 4.400 rpm. A acelera√ß√£o de 0 a 100 km/h ca√≠a para apenas 5,7 segundos e a velocidade m√°xima ficava a cargo do cliente, que decidia ter um limitador de 250 km/h instalado ou n√£o. Sem o dispositivo, a m√°xima √© desconhecida, mas provavelmente podia chegar nos 300 km/h ou mais.

S63 AMG (2001)

E voc√™ achava que a S63 havia surgido em 2008/2009, com o 6.2 V8 aspirado…

Naquele mesmo ano, a Audi entrou na briga com a vers√£o W12 do A8 de 1¬™ gera√ß√£o, sobre o qual falaremos no futuro. Ao mesmo tempo, a BMW havia renovado seu S√©rie 7 para o 3¬ļ mil√™nio com a gera√ß√£o E65/E66, e a vers√£o V12 n√£o tardaria a chegar, com 445 cv. A Mercedes-Benz resolveu chutar o balde no ano seguinte, tirando o M137 de linha e colocando o novo M275 em seu lugar.

Apesar de baseado no M137, o M275 possui menor di√Ęmetro dos cilindros (82 mm), mantendo o curso de 87 mm, o que baixava a cilindrada para 5,5 litros. As paredes dos cilindros s√£o mais espessas, necess√°rio para suportar a press√£o dos dois turbocompressores, com o ar resfriado por um intercooler ar/√°gua. Al√©m disso, o pr√≥prio bloco tem refor√ßos estruturais para lidar melhor com os esfor√ßos t√©rmico e mec√Ęnico extras. A pot√™ncia e torque subiam para 500 cv a 5.000 rpm e 81,6 kgfm entre 1.800 e 3.500 rpm. Esses motores s√£o famosos por ganhos espetaculares com pouqu√≠ssimas altera√ß√Ķes. Exemplo: com apenas uma reprograma√ß√£o da central, √© poss√≠vel ganhar mais de 130 cv. A empresa RENNtech, tradicional preparadora de Mercedes-Benz, oferece um remapeamento da ECU que eleva a pot√™ncia de 500 para 634 cv, com o torque passando de 81,6 kgfm para 103 kgfm; s√£o valores maiores do que os da pr√≥xima vers√£o da qual vou falar: as S/CL65 AMG.
http://www.renntechmercedes.com/index.php/products/mb/s/s-220/220-s600bt/renntech-ecu-hand-held-tuner-hht-for-s-600-up-to-2006-w220-625-hp-745-tq-detail

https://www.youtube.com/watch?v=00vbzspOSyA
https://www.youtube.com/watch?v=Y2qXFusKmik
https://www.youtube.com/watch?v=7A2zsUWZDeA
Videos de um S600 biturbo com central remapeada; a pot√™ncia √© desconhecida mas, na descri√ß√£o do primeiro link, √© mencionado que “de acordo com documentos internos da Mercedes, um S600 completamente original pode alcan√ßar 305 km/h sem o limitador de velocidade”, e que “pode passar dos 320 km/h com um remapeamento”. Eu acredito…e, claro, pra isso tamb√©m √© necess√°rio pneus de alta velocidade, al√©m da classifica√ß√£o Y (300 km/h). Lembrando que a escala principal do painel √© em mph, da√≠ a raz√£o de ir “apenas” 160 mph, o que d√° 257 km/h, ou 260 pra arredondar.

Em 2002, a Mercedes-Benz fez uma variante do V12 para os recém-lançados Maybach 57 e 62, baseados no Classe S: a M285.
A base era praticamente a mesma do M275 original, mas usava nova calibra√ß√£o eletr√īnica e, provavelmente, maior press√£o de trabalho dos turbos, j√° que a pot√™ncia subia para 550 cv a 5.250 rpm e o torque para 91,8 kgfm entre 2.300 e 3.000 rpm, ganhos na faixa de 10-12% sobre o M275. Tamb√©m usava bielas fraturadas, de a√ßo forjado.

Maybach 57 e 62; no fundo, o transatl√Ęntico RMS Queen Mary II, da empresa de cruzeiros Cunard Line

Raio-X do Maybach 57

Em 2004, a AMG lan√ßou as novas S/CL65 AMG. Come√ßando pela nomenclatura, que passava a M275 E 60 AL, ou simplesmente “M275 AMG”, o di√Ęmetro dos cilindros passava para 82,6 mm, enquanto o bloco recebia um novo virabrequim, com 93 mm de curso, elevando a cilindrada para 6 litros. Obviamente, as bielas tamb√©m eram refor√ßadas para aguentar a bronca extra. Os turbos originais davam lugares a outros com maior capacidade, al√©m de dois intercoolers ar/√°gua. O pico de press√£o chegava a 22 psi (1,52 bar) e o motor passava a 612 cv entre 4.800 e 5.100 rpm, com torque entre os maiores j√° vistos em um ve√≠culo de produ√ß√£o em s√©rie: 102 kgfm entre 2.000 e 4.000 rpm! Um pequeno detalhe: esse valor era limitado eletronicamente para n√£o danificar a transmiss√£o autom√°tica de 5 marchas. Se n√£o fosse esse pequeno detalhe, o motor seria capaz de gerar 112,2 kgfm; isso √© torque de caminh√£o semi-pesado, na faixa de 23 a 30 toneladas de peso bruto total! Esse motor tamb√©m foi usado pela vers√£o esportiva dos Maybach, a 57 S e 62 S.

S65 AMG

612 cv: é potência pra ninguém botar defeito!

https://www.youtube.com/watch?v=pVt3IBz-5kU
Vídeo de um S65 AMG acelerando em uma pista fechada

Em 2006, quando a gera√ß√£o W221 do Classe S e C216 do CL foram lan√ßadas, o M275 recebeu atualiza√ß√Ķes que elevaram a pot√™ncia para 520 cv a 5.000 rpm e 84,7 kgfm entre 1.800 e 3.500 rpm.
J√° em 2008, a Mercedes-Benz novamente resolveu chutar o pau da barraca, com o SL65 AMG Black Series, o mais est√ļpido dos M275 oferecidos pela marca da estrela de tr√™s pontas.

SL65 AMG Black Series
Ele recebia turbocompressores 12% maiores que os j√° usados no SL65 ‘normal’, que jogavam a pot√™ncia para assustadores 670 cv entre 4.800 e 5.400 rpm. O torque permanecia limitado eletronicamente a 102 kgfm, entre 2.200 e 4.200 rpm. No entanto, sem o dispositivo, o motor agora era capaz de entregar at√© 122,4 kgfm!

A foto n√£o faz jus ao tamanho, tanto da dianteira como do motor em si.
Em 2009, j√° para o modelo 2010, os S e CL65 “comuns” ganhavam 18 cv de pot√™ncia, passando a 630 cv no total. Como antes, o torque permanecia os mesmos 102 kgfm, mas agora de 2.300 a 4.300 rpm. Novamente, tais motores tamb√©m foram usados nos Maybach 57 S e 62 S.

S65 AMG (2010-2013)

Agora 630 cv
Em 2012, novamente a Pagani usava um motor Mercedes-Benz V12 no seu novo carro, o Huayra. No caso, o M158, uma variante bem revisada do M275 e utilizada apenas por ele. Falaremos a respeito dele na mesma postagem sobre o Zonda.

Ainda em 2012, a Mercedes-Benz entregou os direitos de desenvolvimento de motores V12 para a AMG, para futuros ve√≠culos com esse tipo de motor. Come√ßando com o modelo 2014, j√° na nova (e atual) gera√ß√£o do Classe S, W222, o M277 surgia, extensivamente reprojetado e atualizado para melhor atender √†s normas de emiss√Ķes de poluentes nos EUA e Europa, cada vez mais r√≠gidas. Apesar do desenho b√°sico ser o mesmo desde a √©poca do M137 de mais de 15 anos atr√°s, o motor tinha mudan√ßas suficientes e comportamento esportivo para os engenheiros da Mercedes-Benz considerarem digno uma nova designa√ß√£o. De acordo com a marca, algumas das caracter√≠sticas mais importantes do novo motor s√£o o aumento de cilindrada para 6 litros (antes restrito aos modelos AMG), novos:
– pist√Ķes forjados;
Рvirabrequim forjado em aço temperado de alta qualidade
– centralina do motor
Рsistema de ignição
– comandos de v√°lvulas
Рválvulas de escape refrigeradas a sódio
Рsistema de circulação de água de refrigeração de baixa temperatura, com reservatório de expansão separado

Com essas modifica√ß√Ķes e a adi√ß√£o da caixa 7G-Tronic aos modelos V12, as estimativas eram de uma redu√ß√£o de 21% no consumo de combust√≠vel. A pot√™ncia subia para 530 cv entre 4.900 e 5.300 rpm, enquanto o torque permanecia os mesmos 84,7 kgfm, mas agora entre 1.900 e 4.000 rpm. O motor tamb√©m √© usado pela vers√£o Maybach, renascida depois de ter a produ√ß√£o encerrada em 2013, agora como sub-marca da pr√≥pria Mercedes, o modelo se chamando Mercedes-Maybach S600/L.

S600L (V222)

Para as vers√Ķes 65 AMG dessa gera√ß√£o, assim como o cup√™ (C217; n√£o mais chamado CL, mas Classe S Coupe), convers√≠vel (A217) e at√© o utilit√°rio Classe G (W463), vinha o M279, baseada no M277 e seguindo suas mesmas evolu√ß√Ķes. Usando novos turbos com maior se√ß√£o cruzada em espiral na parte quente (basicamente, caracol maior), novos coletores de escape, dutos para as v√°lvulas wastegate, al√©m de novos cabe√ßotes com fluxo otimizado, a pot√™ncia e torque permanecia nos 630 cv e 102 kgfm, mas com menor consumo e emiss√Ķes. O sistema de igni√ß√£o multi-fa√≠scas, com 12 bobinas e um novo sistema de gerenciamento do motor resulta em opera√ß√£o mais suave, mas tamb√©m combust√£o mais eficiente. A redu√ß√£o nas emiss√Ķes do escapamento tamb√©m √© devido ao sistema de conversor catal√≠tico melhorado. O sistema de escape esportivo AMG rec√©m-desenvolvido, que possui um layout de tubula√ß√£o com caracter√≠sticas de fluxo melhorada e equipado apenas nos modelos AMG, √© 3,2 kg mais leve como resultado da redu√ß√£o da espessura das paredes.
O motor est√° em uso tanto nos Classes S, CL, SL e G como no especial S650 Maybach Cabriolet.

S65 AMG Coupe (C217)

S650 Maybach Cabriolet

Basicamente o motor do S65 AMG, mas sem o tratamento estético AMG; logotipos, capa do motor, etc. são basicamente iguais aos da versão convencional, usada nos S600.

Bom pessoal, isso é tudo por hoje. No próximo artigo falarei sobre os Mercedes V12 usados pelos modelos da Pagani, fiquem ligados!
Deixo aqui uma pr√©via do que vem por a√≠…

Até a próxima!
 

 

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