Avaliação РVolvo XC90 2.0 T8 Inscription 2018

Postado em: 12, janeiro 2018 por Andre Richers

Fotos: André Richers e Gabriel Valadão (interior)

Desde que a segunda geração do Volvo XC90 foi lançada no Brasil, no segundo semestre de 2015, o carro vem ganhando novidades com o passar do tempo. No final de 2016, a motorização à diesel (D5) foi apresentada e posteriormente a versão híbrida (T8) chegou em terras brasileiras. Este modelo inclusive foi o primeiro automóvel da Volvo no país a contar com esta tecnologia.

A motorização híbrida é composta pelo motor à gasolina de 2.0 litros, turbo supercharger, 4 cilindros, com 320 cavalos de potência (T6) combinada à um propulsor elétrico de 87 cavalos localizado no eixo traseiro. Trabalhando em conjunto, os dois motores podem entregar até 407 cavalos, 64 kgf.m de torque e aceleração de 0 à 100 km/h em apenas 5,6 segundos (no modo de condução Power).

O XC90 T8 √© oferecido em duas op√ß√Ķes de acabamento: Inscription e Excellence. A primeira √© praticamente igual a vers√£o Inscription oferecida nas motoriza√ß√Ķes gasolina e diesel. Apenas tr√™s itens que evidenciam a vers√£o movida pelos dois motores: as rodas de aro 21‚ÄĚ, o belo c√Ęmbio de marchas feito em cristal sueco transparente e a aus√™ncia de far√≥is de milha.

A segunda opção, Excellence, é uma versão focada principalmente na melhor experiência possível para os passageiros da segunda fileira. Os dois assentos traseiros possuem ajustes elétricos com 3 memórias de posição cada, aquecimento, refrigeração e massageadores. Além disso, o carro conta com uma geladeira entre os bancos traseiros, suporte para tablets, mesas retráteis e até duas taças de cristal.

Nosso carro de teste foi o XC90 T8 Inscription 2018, que agora conta tamb√©m com a op√ß√£o de 7 lugares (modelo 2017 vinha apenas na configura√ß√£o de 5 lugares). Como as baterias de √≠ons de l√≠tio s√£o posicionadas no centro do ve√≠culo ao longo do t√ļnel da transmiss√£o, n√£o se perde capacidade de mala e nem de espa√ßo para as pernas dos ocupantes da terceira fileira de bancos. Outra vantagem desse posicionamento √© que o centro de gravidade do carro fica mais baixo, melhorando ainda mais sua estabilidade.

Ao girar o bot√£o de partida, o ve√≠culo liga fazendo apenas o uso do motor el√©trico e no modo de condu√ß√£o Hybrid. Como n√£o se escuta nenhum som, s√≥ √© poss√≠vel perceber que o modelo encontra-se ligado devido ao acendimento das luzes no painel de instrumentos e no display central. Al√©m desse modo de condu√ß√£o, o ve√≠culo permite que o condutor escolha andar apenas com motor √† gasolina (Modo AWD), apenas com motor el√©trico (Modo Pure), com os dois motores entregando toda pot√™ncia (Modo Power), terrenos acidentados e de pouca ader√™ncia (Modo Off Road) ou criar o seu pr√≥prio modo de condu√ß√£o (Individual). De acordo com a op√ß√£o selecionada, a suspens√£o pneum√°tica ajusta automaticamente a dist√Ęncia do carro em rela√ß√£o ao solo.

O ve√≠culo ainda permite que o condutor decida se quer poupar a carga de bateria apenas para o uso em velocidades mais baixas (Modo Save) ou se deseja carrega-las atrav√©s do motor √† gasolina (Modo Charge). O c√Ęmbio possui tamb√©m uma posi√ß√£o de deslocamento sem o ser o D (Drive).  No modo B (Brake), o carregamento da bateria √© maximizado uma vez que tirando o p√© do pedal do acelerador, simultaneamente a bateria do motor el√©trico j√° √© carregada sem ser necess√°rio utilizar o pedal do freio. √Č poss√≠vel carregar at√© 1/3 da bateria atrav√©s da regenera√ß√£o por meio de frenagens.

No painel de instrumentos digital, o mostrador do lado esquerdo mostra o velocímetro e o mostrador do direito informa o nível de combustível e o percentual de carga da bateria. Ao rodar com o carro nos modos Hybrid ou Pure, aparece um ponteiro que indica ao condutor o momento em que o carro deixará de ficar apenas no modo elétrico para começar a usar também o motor à combustão. Isso mesmo, você não leu errado. Mesmo no modo 100% elétrico (Pure), dependendo da aceleração que o motorista imprimir, automaticamente o carro muda o modo de condução para híbrido para não ter seu desempenho limitado. Não há uma velocidade específica para o motor à gasolina começar a funcionar, seu uso é solicitado de acordo com a força da aceleração.

Rodando no modo 100% el√©trico, a autonomia da bateria em percursos urbanos variou entre 20 √† 35 quil√īmetros. No modo h√≠brido, o carro fez uma m√©dia de impressionantes 18 km/l. Se levarmos em considera√ß√£o que est√°vamos rodando em um carro de 2.319 quilos, de quase 5 metros de comprimento, com ar condicionado ligado todo o tempo e que passamos por breves congestionamentos, o consumo foi excelente.

Como trata-se de um modelo h√≠brido plug-in, o carregamento completo das baterias √© feito por meio de tomada. No entanto, √© necess√°rio que seja uma tomada de 3 pinos, de 220 volts e com aterramento. A Volvo fornece uma consultoria gratuita para adaptar a resid√™ncia do cliente. Atendendo a essas condi√ß√Ķes, o usu√°rio decide em quanto tempo deseja carregar as baterias por meio de um aparelho que define a quantidade de corrente el√©trica a ser utilizada no carregamento. Com 6 A, a bateria √© carregada em 6 horas enquanto que usando 16 A, o tempo diminui para apenas 2,5 horas.

Em nossos testes na cidade do Rio de Janeiro, ainda n√£o foi f√°cil de encontrar pontos de recarga e, em alguns deles, era necess√°rio que o propriet√°rio tivesse um adaptador pr√≥prio para a tomada. Por outro lado, com o aumento dos incentivos para ve√≠culos movidos a motores el√©tricos, a tend√™ncia √© que seja crescente o n√ļmero de pontos de recarga em um futuro breve. A pr√≥pria Volvo vai ter toda a sua gama com vers√Ķes h√≠bridas em 2019 e toda a linha 100% el√©trica at√© 2030.

Outra desvantagem em rela√ß√£o as outras duas motoriza√ß√Ķes do XC90 √© o tamanho do tanque de combust√≠vel. S√£o 50 litros de capacidade contra os 70 litros dos propulsores mais tradicionais. Para quem faz um uso mais rodovi√°rio, o motor h√≠brido ainda n√£o √© melhor op√ß√£o. Em estradas usa-se mais o motor a combust√£o e, consequentemente, a autonomia de um tanque cheio fica bem mais reduzida.

No entanto, além de um consumo mais consciente e sustentável, os modelos híbridos oferecem vantagens. No estado do Rio de Janeiro veículos com este tipo de motorização pagam uma alíquota de 1,5% de IPVA, enquanto que os modelos a diesel e a gasolina pagam 4%. Em se tratando de um carro de R$ 479.950,00, economiza-se R$ 11.998,75 de IPVA apenas no primeiro ano. Outra vantagem é para as famílias que usam o carro em percursos curtos no dia a dia, onde é possível fazer uso apenas do motor elétrico sem ter que se preocupar com os aumentos constantes nos preços dos combustíveis. Basta plugar o carro na tomada e visitar o posto quando der saudade.

*Veículos gentilmente cedido pela concessionária AB Gotland da Barra da Tijuca (https://www.grupoab.com.br/volvo /)
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