A oficina do futuro

Postado em: 19, julho 2012 por Alexandre Akashi

Foto: Divulgação

Como será o carro do futuro? Essa é uma questão que ouço muito, desde que comecei a escrever sobre automóveis. Lembro de quando era criança, em que muitos acreditavam que os carros iriam voar e seriam tais como no desenho dos Jetsons. Ma isso não ocorreu. Carro é carro e asas são para avião. Se o carro voar, deixa de ser carro e vira aeronave.

O modelo atual de automóvel não vai mudar tão cedo. Ainda será um veículo de rodas (pode variar entre uma a centenas, mas ainda com rodas), com suspensão, propulsor (a combustão interna ou elétrico; movido a gasolina, diesel, etanol ou eletricidade, célula de combustível, ou ainda ambos), volante, freios etc., e o principal: controlado por computador.

Logo os veículos serão autômatos e a interferência do ser humano na condução será mínima. Isso em prol da segurança. O objetivo é acabar com as mortes por acidente de trânsito. O que leva a questão do título deste boletim: A oficina do futuro.

Atualmente, bilhões de dólares estão sendo gastos em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias, e muitas já estão prontas mas ainda não ‘amadureceram’ para o mercado. É fascinante como conseguimos desenvolver tecnologia com mais agilidade do que os nossos bolsos conseguem comprar. Também pudera: quem ganha bilhões de dólares por ano para poder adquirir tudo isso e equilibrar a balança dos gastos investidos?

Uma pena, pois o mundo seria muito melhor se isso não fosse entrave. Mas voltando ao tema, o carro e a oficina do futuro já foram projetados e existem de certa forma, se considerarmos que todas as inovações tecnológicas chegam primeiro nos veículos premium, aqueles que a maioria das pessoas vêem nas reportagens, televisão e quando muito, no Salão do Automóvel, que este ano ocorre de 24 de outubro a 4 de novembro, aqui em São Paulo.

Notícia que chegou semana passada divulgada pela BMW conta que a marca passa a disponibilizar aos clientes o serviço chamado BMW Teleservices, capaz de diagnosticar e informar à BMW sobre algumas necessidades de assistência que os veículos possam apresentar, antes mesmo de demonstrar qualquer sinal de advertência aos proprietários.

É o início do Big Brother Automotive Brasil. Funciona assim: o veículo identifica e transmite imediatamente a informação relativa ao tipo de assistência necessária ao concessionário BMW por meio de uma chamada BMW Teleservices. Ao receber o chamado, o consultor BMW verifica os serviços que devem ser executados no veículo, verifica a disponibilidade das peças para a execução e logo entra em contato com o cliente para efetuar o agendamento da sua visita em uma concessionária mais próxima.

Mas como o carro liga pra concessionária? Simples: usa o celular do cliente como o canal de transmissão de dados via conexão Bluetooth. Assim, o sistema monitora ativamente todo o comportamento do carro baseado nas condições de uso (serviço de troca de óleo, pastilhas de freio, manutenção periódica expirada, controle e emissões, velas, microfiltro, A/C, etc.), além das mensagens de avaria do veículo disponíveis no check-control.

Se por um lado isso é novidade aqui, lá fora já existe desde 2007. E uma hora essa tecnologia vai chegar no Gol e Voyage, que a Volkswagen acaba de fazer um facelift e dar a mesma cada de Fox e Polo. Ai, caros amigos leitores, pode aposentar o scanner, tal como você conhece hoje.

Mas Alexandre, e agora? Calma. Isso ainda está longe de acontecer, e quando acontecer, haverá muito Gol, Voyage, Celta, Uno e outras ‘baratinhas’ para serem reparadas. O importante é começar a prestar atenção para o futuro, pois 20 anos passam rápido demais. Apesar de ainda existir carburador, quem se lembra de como ele funciona e para quê? (mas fica aqui uma dica: se por acaso a inspeção ambiental veicular chegar à cidade, volte a estudar o tema, pois com certeza aparecerão centenas de preciosidades na oficina).

Bom, fica claro que o processo de diagnose será diferente. Atualmente, já é. Em muitos modelos 2011 e 2012, o scanner só lê as informações básicas do carro. E, logo mais, nem isso será possível, a não ser que você tenha uma senha de acesso. Como? Muito simples: o scanner será apenas um aparelho intermediário, sendo que o importante mesmo é o programa que faz tudo funcionar.

E esse programa vai estar lá nas nuvens, em um ambiente invisível, chamado de cloud computing e, para ter acesso, só com autorização do criador, ou seja, a montadora. Mas, e ai? Como fazer o correto diagnóstico, se as ferramentas tecnológicas estarão todas nas mãos da montadora? Essa é a pergunta de um bilhão de dólares.

Fonte: Blog Reparador Online (www.reparadoronline.blogspot.com)

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One Response

  1. Pardo disse:

    Eu sou da seguinte opinião: Os avanços tecnológicos na indústria automobilistica podem vir a vontade, contanto que eles não me privem do prazer de dirigir e nem privem as pessoas de ter um carro antigo na garagem.

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